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A China deu um grande passo em direção à redução das emissões de carbono ao colocar em operação o primeiro projeto de armazenamento de carbono offshore de um milhão de toneladas. O projeto, desenvolvido pela China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), está localizado no Mar da China Meridional e tem como objetivo armazenar mais de 1,5 milhão de toneladas de dióxido de carbono (CO2). Essa quantidade é equivalente ao plantio de quase 14 milhões de árvores, conforme a CNOOC.
O projeto de armazenamento de carbono offshore da China foi implementado na plataforma de petróleo Enping 15 – 1, situada a 200 km a sudoeste de Shenzhen. A operação consiste na captura e processamento de CO2 proveniente de campos petrolíferos, que posteriormente é injetado em uma estrutura geológica subaquática conhecida como “dome”. Essa estrutura está localizada a uma profundidade de cerca de 800 metros abaixo do fundo do mar e a 3 km de distância da plataforma.
A conclusão bem-sucedida desse projeto marca uma conquista significativa para a China, já que o país adquire um conjunto completo de tecnologias e equipamentos para a captura, processamento, injeção, armazenamento e monitoramento de CO2 no mar. Esse empreendimento abre um novo caminho para a China alcançar suas metas ambiciosas de redução de carbono. O país se comprometeu a atingir o pico de emissões de dióxido de carbono até 2030 e a atingir a neutralidade de carbono até 2060.
Com base no sucesso do primeiro projeto de armazenamento de carbono offshore, a CNOOC deu início a um novo empreendimento: um grande projeto de captura e armazenamento de carbono de 10 milhões de toneladas em Huizhou, na província de Guangdong, sul da China. Esse projeto visa capturar o CO2 emitido na Baía de Daya e enviá-lo para a área marítima da Bacia do Rio das Pérolas para armazenamento.
Essa iniciativa representa mais um passo em direção às metas de “carbono duplo” da China, permitindo a redução significativa das emissões de gases de efeito estufa. A captura e o armazenamento de carbono são peças-chave na transição energética, pois permitem a produção de energia a partir de fontes fósseis com emissões reduzidas. Isso equilibra a demanda por energia e as metas de redução de emissões, enquanto estabelece uma base para uma transição gradual para fontes de energia renováveis e limpas.
Enquanto a China lidera a corrida no desenvolvimento de projetos de armazenamento offshore, o Brasil também está avançando nessa área. A Petrobras está estudando a implantação de um hub de captura e armazenamento de carbono (CCS) no Brasil.
O primeiro passo será um projeto-piloto no terminal de Cabiúnas, em Macaé, no estado do Rio de Janeiro. Esse projeto terá capacidade para capturar 100 mil toneladas de CO2 por ano. A estatal está explorando parcerias com a indústria de cimento e siderúrgicas, visando a redução das emissões de gases de efeito estufa em diferentes setores.
O desenvolvimento de tecnologias de captura e armazenamento de carbono representa um passo importante para que o Brasil possa equilibrar o crescimento econômico com a proteção ambiental.
À medida que a conscientização sobre as mudanças climáticas continua a aumentar em todo o mundo, o armazenamento de carbono se torna uma solução crucial para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Projetos como o pioneiro empreendimento da China no armazenamento de carbono offshore e o projeto-piloto da Petrobras no Brasil estão pavimentando o caminho para uma transição energética mais sustentável.
O armazenamento de carbono oferece a possibilidade de reduzir as emissões de CO2 provenientes de indústrias e da geração de energia, ao mesmo tempo que abre a porta para a remoção de carbono já presente na atmosfera. Combinado com fontes de energia renováveis, o armazenamento de carbono tem o potencial de desempenhar um papel fundamental na busca por uma economia de baixo carbono e na mitigação das mudanças climáticas.
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