Foto: Petrobras/Divulgação
Após semanas de controvérsias em torno da exploração da Foz do Amazonas, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, veio a público no domingo (30) para reafirmar o compromisso da empresa estatal com o projeto na Margem Equatorial brasileira.
Ele rebateu as críticas que chamou de “campanha de desestabilização da atual gestão da Petrobras” e afirmou que a empresa tem sido enfática na defesa da campanha exploratória na região.
O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, enfrentou recentemente cobranças públicas do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sobre a oferta de gás natural pela petroleira ao mercado brasileiro. Silveira solicitou que a Petrobras deixasse de injetar gás natural em seus poços para permitir o aumento da oferta de gás no mercado.
Prates tem defendido a postura técnica da estatal, argumentando que não há gás suficiente no Brasil para atender todos os setores, e que a empresa desenvolve há anos técnicas de melhor aproveitamento do gás natural, como a reinjeção nos poços para aumentar a produção de petróleo e a reinjeção de CO₂ para descarbonizar a produção.
Em suas declarações nas redes sociais, Prates destacou que o pedido de licenciamento socioambiental para a perfuração de um poço pioneiro em nova fronteira exploratória como a Foz do Amazonas requer muita responsabilidade e respeito aos órgãos ambientais, às comunidades e aos governos locais.
Ele enfatizou que a campanha exploratória na Margem Equatorial brasileira será composta por um conjunto de poços investigativos em fila, a serem perfurados conforme a conclusão de cada licenciamento.
Prates também reiterou que a Petrobras tem como prioridade exploratória a busca de novas reservas na Margem Equatorial brasileira, a fim de sustentar os investimentos em energias renováveis e biocombustíveis no futuro. Ele ressaltou a importância dessa exploração para a reposição de reservas e o financiamento da transição energética do país.
O presidente da Petrobras enfatizou a excelência da empresa em perfuração, especialmente em águas profundas e ultraprofundas do litoral norte do Brasil.
Ele argumentou que a experiência da estatal, aprimorada após a descoberta do pré-sal, a torna a operadora de petróleo e gás mais capacitada para atuar de forma social e ambientalmente comprometida na região.
Prates reforçou seu compromisso com o presente e o futuro das comunidades e populações do Norte e do Nordeste.
A polêmica em torno da exploração da Foz do Amazonas surgiu após o indeferimento pelo Ibama da exploração na Margem Equatorial, que fica a 175 quilômetros da costa do Amapá. Em maio, a estatal havia recebido com surpresa a notícia de indeferimento do processo de licenciamento ambiental do bloco FZA-M-59, localizado a mais de 500 quilômetros da foz do rio Amazonas.
O Ibama alegou que o projeto da Petrobras apresentava “inconsistências preocupantes” para a operação segura em área de alta vulnerabilidade socioambiental e condicionou a exploração da região à realização de Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS).
Diante do indeferimento do primeiro pedido de licenciamento ambiental, a Petrobras aguarda nova análise do Ibama. Enquanto isso, a empresa tem como alternativa a perfuração de outro poço na Margem Equatorial, mais especificamente no campo de Pitu, localizado no Rio Grande do Norte.
A região da Foz do Amazonas tem uma importância estratégica para a Petrobras e para o país. A exploração nessa área pode significar o acesso a novas reservas de petróleo e gás natural, fundamentais para garantir o abastecimento interno e fortalecer a posição do Brasil no mercado global de energia.
Além disso, os investimentos em energias renováveis e biocombustíveis poderão ser impulsionados pelas receitas geradas pela exploração na Foz do Amazonas, contribuindo para a transição energética do país.
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