A Petrobras produziu o primeiro óleo na FPSO Anna Nery no campo de Marlim, na bacia de Campos, um importante passo na revitalização offshore da empresa. Com a produção de mais de 50% do óleo originalmente in situ (no local), a FPSO Anna Nery e outras duas embarcações serão instaladas no campo para interligar 100 poços nos próximos cinco anos. A previsão é alcançar um volume de 900 mil barris de óleo equivalente na bacia de Campos até 2027, três vezes mais do que a produção atual.
Petrobras inicia investimentos na revitalização da bacia de Campos
A revitalização offshore da bacia de Campos é um projeto estratégico da Petrobras, que prevê investimentos de US$ 18 bilhões nos próximos anos. Esse investimento deve adicionar um volume de 20 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) às reservas da empresa até 2030, sendo 5 bilhões de boe decorrentes dos ativos operados pela Petrobras nesta bacia.
A substituição de 10 unidades por duas novas FPSOs é parte fundamental deste plano de revitalização, que também inclui projetos complementares em plataformas existentes.
FPSO Anna Nery e Anita Garibaldi
A FPSO Anna Nery é a primeira de três novos sistemas que entrarão em produção na bacia de Campos. A próxima FPSO a ser instalada no campo de Marlim será a Anita Garibaldi, que, com a FPSO Anna Nery, produzirá 150 mil barris de petróleo por dia a partir do segundo semestre deste ano.
As duas plataformas integram o maior projeto de revitalização offshore da indústria mundial, segundo a estatal. A região, que já foi a principal bacia produtora do país, perdeu espaço para os gigantes reservatórios do pré-sal, cuja descoberta coincidiu com o início do declínio da produção da bacia.
Revitalização da bacia de Campos como escola para a indústria offshore
A história e o sucesso do campo de Marlim se confundem com a história de sucesso da Petrobras em águas profundas e ultraprofundas. A revitalização da bacia de Campos é um projeto desafiador, que exige a superação de dificuldades técnicas e operacionais.
A Petrobras está comprometida em transformar a bacia de Campos em uma escola para a indústria offshore, desenvolvendo soluções inovadoras para a exploração de petróleo e gás em águas profundas.
Petrobras anuncia investimento no bloco exploratório BM-C-33
A Petrobras, juntamente com a Equinor e a Repsol Sinopec, anunciou nesta segunda-feira a decisão final de investimento no bloco exploratório BM-C-33, em águas profundas da Bacia de Campos. O projeto, que inclui a descoberta de Pão de Açúcar, exigirá US$ 9 bilhões em investimentos e extrairá reservas de óleo e gás acima de 1 bilhão de barris de óleo equivalente (boe).
O FPSO a ser contratado para o campo de Pão de Açúcar será projetado para produzir 16 milhões de m³/dia de gás natural, e a ideia é interligar o futuro campo ao Terminal de Cabiúnas, em Macaé, região Norte do Rio de Janeiro. Esse volume pode representar 15% da demanda brasileira de gás na partida.
Equinor e Repsol Sinopec
A Equinor opera a área do BM-C-33, onde tem 35% de participação, desde dezembro de 2016. A Repsol Sinopec e a Petrobras também são sócias no projeto, com participações de 35% e 30%, respectivamente. O início da produção está previsto para ocorrer em 2028.
Geir Tungesvik, o vice-presidente executivo de Projetos da Equinor, afirmou que a decisão final de investimento no projeto BM-C-33 é um marco significativo para a empresa e seus parceiros.
Ele ressaltou que a Equinor, juntamente com seus parceiros e fornecedores, desenvolveu um projeto notável que irá fornecer energia para atender às crescentes necessidades energéticas do Brasil e criar valor para a sociedade e os proprietários, contribuindo assim para o desenvolvimento da indústria local.
Tungesvik destacou ainda que o Brasil é uma das principais áreas de atuação da Equinor e o investimento no projeto BM-C-33 destaca a importância estratégica do portfólio da empresa no país.