Foto: RBNA
A Petrobras frustrou a indústria naval brasileira nesta semana ao lançar um novo edital para a contratação de 12 embarcações de apoio, estabelecendo apenas 40% de conteúdo local, apesar das expectativas levantadas pelo presidente Lula sobre políticas de incentivo para o setor. A licitação recebeu críticas por permitir que o conteúdo local seja atendido principalmente através da contratação de serviços, em vez da construção local das embarcações, representando mais um desafio para a indústria que busca sua reativação, principalmente se tratando dos estaleiros nacionais.
Na tentativa de recuperar a indústria naval do país, a Petrobras lançou um edital para a contratação de 12 embarcações de apoio, mas desapontou a indústria naval ao determinar apenas 40% de conteúdo local. Esse movimento representa mais um golpe para uma indústria que busca há tempos uma reativação no segmento.
As expectativas dos estaleiros foram altas quando o presidente Lula prometeu políticas de incentivo para a indústria naval durante sua recente visita a Niterói (RJ). Contudo, a esperança rapidamente desapareceu quando a Petrobras anunciou a licitação para contratar as embarcações com um conteúdo local abaixo do esperado.
O edital trouxe uma surpresa desagradável para a indústria nacional. Segundo Filipe Rizzo, consultor do setor de óleo e gás, o contrato abrange não apenas as embarcações em si, mas também os serviços associados, como tripulação e pessoal de apoio. Isso significa que o conteúdo local mínimo pode ser atendido principalmente através da contratação de serviços, deixando de lado a necessidade de construção local das embarcações.
“Esse edital resolve a demanda dos marítimos, mas não equaciona o problema dos metalúrgicos e estaleiros. O contrato garante, no máximo, que haverá tripulação brasileira. Porém, as embarcações em si serão construídas no exterior e, posteriormente, ganharão a bandeira brasileira”, afirmou o especialista.
A licitação da Petrobras prevê a contratação de até 12 embarcações do tipo PSV, com a possibilidade de os licitantes apresentarem propostas para até quatro unidades. O prazo para a entrega varia de acordo com o número de embarcações contratadas, com um máximo de quatro embarcações por empresa.
Esse desapontamento da indústria naval ocorre em um momento em que a indústria naval busca uma maior cooperação com o governo federal para abordar suas necessidades. No entanto, a licitação das embarcações pela Petrobras acabou indo contra o que estava previsto.
Apesar dessa frustração, a Petrobras anunciou planos de contratar cerca de 200 embarcações de apoio até 2028, o que inclui a licitação dos 12 PSVs e outras oportunidades para construção e renovação da frota. Esses planos são parte de uma estratégia mais ampla para modernizar e tornar mais sustentável a frota de apoio offshore.
Agora, a esperança da indústria naval brasileira de um ressurgimento contínuo permanece, mas a licitação da Petrobras não deverá contribuir para isso. Enquanto a busca por uma parceria eficaz entre governo e indústria continua, a realidade atual apresenta desafios para o setor naval do país.
As PSV (Plataform Supply Vessel) são embarcações especialmente projetadas para fornecer suprimentos e serviços de apoio logístico para plataformas de petróleo offshore. Essas embarcações desempenham um papel crucial no abastecimento de mercadorias, equipamentos e pessoal para as instalações de exploração de petróleo localizadas em alto mar. As PSV são projetadas para ter uma grande capacidade de armazenamento, garantindo o transporte seguro e eficiente dos materiais necessários para manter as operações nas plataformas.
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