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Pesquisadores brasileiros desenvolvem tecnologia que pode aumentar a produção de hidrogênio verde em aproximadamente 30 vezes

Pesquisadores do Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), em parceria com a Shell e a Fapesp, estão revolucionando a produção de hidrogênio verde por meio de uma nova tecnologia. Utilizando a luz como matéria-prima, um processo conhecido como fotólise, esses cientistas conseguiram aumentar a quantidade de hidrogênio produzido em até 30 vezes mais do que a eletrólise, método tradicional de quebra da molécula de água.

Nova tecnologia tem o potencial de transformar a produção de hidrogênio verde

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores brasileiros tem o potencial de transformar a produção de hidrogênio verde, tornando-a mais eficiente e competitiva. A eletricidade é um fator determinante no custo final desse combustível e, com o aumento da produtividade, o hidrogênio verde pode se tornar uma alternativa viável e sustentável para diversas aplicações, incluindo a fabricação de produtos com maior valor agregado.

Atualmente, cerca de 95% do hidrogênio utilizado no mundo é proveniente de fontes fósseis. No entanto, ao utilizar a água como matéria-prima, os pesquisadores visam eliminar a pegada de carbono associada a esse combustível. Além de abastecer veículos com motor do tipo célula a combustível, o hidrogênio verde produzido pode ser utilizado na fabricação de plásticos, reduzindo significativamente as emissões de carbono nessa indústria.

Semicondutor gerou subprodutos e ampliou as possibilidades da pesquisa

Os resultados promissores obtidos pelos pesquisadores vão além do aumento da produção de hidrogênio verde. Ao utilizar um semicondutor em testes com água contendo 20% de metanol, eles observaram que a substância não apenas aumentou ainda mais a produção de hidrogênio, como também gerou outros subprodutos. Essa descoberta abriu novas possibilidades de pesquisa, especialmente no que diz respeito à produção de derivados de CO₂, como etanol, metanol ou metano.

Contribuição para a indústria sucroenergética

A transformação do CO₂, um gás poluente, em produtos de baixo carbono é uma das aplicações em potencial dessa tecnologia. Usinas de cana-de-açúcar, por exemplo, emitem uma abundante de CO₂ durante a produção de etanol.

Com a tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores brasileiros, seria possível converter esse CO₂ em outros produtos de valor agregado para a área de combustíveis, como etanol, metanol ou metano.

Essa descoberta é especialmente promissora para o setor sucroenergético, que tem em vista aumentar sua competitividade frente às novas tecnologias, gerando mais bioenergia sem a necessidade de cultivar terras adicionais.

A importância da luz solar

Durante todo o processo, a incidência de luz solar desempenha um papel fundamental. Quanto maior a absorção de luz pelos semicondutores, maior é a eficiência na conversão de moléculas de CO₂ e água em hidrogênio verde. O Brasil, com seu abundante recurso solar, tem todas as condições para se destacar como protagonista na geração dessa tecnologia inovadora.

Com essa nova tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores brasileiros, a produção de hidrogênio verde está prestes a dar um salto significativo em eficiência e viabilidade econômica. Aumentar a produção em até 30 vezes em relação aos métodos tradicionais é um avanço impressionante, que coloca o Brasil na vanguarda da pesquisa e desenvolvimento nessa área.

O que é o hidrogênio verde?

O hidrogênio verde é um tipo de hidrogênio produzido a partir de fontes renováveis, como energia solar, eólica e hidrelétrica, por meio de um processo chamado eletrólise da água. Ao contrário do hidrogênio convencional, que é obtido a partir de fontes fósseis, o hidrogênio verde é considerado uma opção extremamente sustentável e amigável ao meio ambiente.

Durante a eletrólise da água, a energia renovável é utilizada para separar as moléculas de água em hidrogênio e oxigênio. O hidrogênio resultante é então capturado e pode ser armazenado e utilizado como uma forma limpa de energia.

O hidrogênio verde possui uma ampla gama de aplicações, incluindo o abastecimento de veículos com células a combustível, a geração de eletricidade e calor em residências e indústrias, e até mesmo como insumo na indústria química para a fabricação de produtos com baixa emissão de carbono.

Marcelo Santos

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