Foto: Estevam/Palácio do Planalto
Em uma entrevista exclusiva ao Financial Times publicada na terça-feira, 26, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, da Rede, reiterou a necessidade de impor limites à exploração de petróleo no Brasil como parte crucial do compromisso do país com as metas ambientais. A ministra enfatizou que, embora seja um debate desafiador, os países produtores de petróleo precisam enfrentar a questão dos limites para a exploração desse recurso.
No centro do debate está a abertura de novas fronteiras exploratórias, especialmente na Margem Equatorial, com foco na Bacia Foz do Amazonas. Marina Silva defendeu a importância de discutir essa decisão no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), sublinhando que o Brasil, como produtor de petróleo, deve enfrentar o desafio de equilibrar a exploração com os compromissos ambientais.
A ministra destacou que o Brasil está comprometido em triplicar as energias renováveis, mas ressaltou que isso só será possível se a questão dos limites à exploração de petróleo for cuidadosamente discutida. A discordância entre Marina Silva e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), sobre o licenciamento na Margem Equatorial foi citada pelo jornal britânico.
Silveira argumentou que as receitas do petróleo são essenciais para financiar a transição na matriz energética, apontando para a não contradição entre os objetivos de transição energética do governo e as metas de exploração de óleo e gás.
Entretanto, o Financial Times ressaltou o ceticismo internacional em relação à insistência brasileira nos combustíveis fósseis, especialmente diante do apelo do presidente Lula para que os países ricos assumam a liderança no combate às mudanças climáticas. Recentemente, o Brasil foi convidado a integrar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+), o que gerou discussões sobre o equilíbrio necessário entre segurança energética e transição para fontes mais limpas.
“Não podemos desistir da transição energética. A segurança energética é necessária, mas também devemos pensar na transição. Ambas as coisas devem acontecer”, afirmou Marina Silva, reforçando a importância de encontrar um equilíbrio entre as necessidades energéticas do país e a preservação ambiental. O Brasil se encontra em uma encruzilhada crucial, onde as decisões sobre a exploração de petróleo moldarão o futuro ambiental e energético do país.
Explorar petróleo pode ir de encontro às metas estabelecidas na transição energética por diversos motivos. Um dos principais é o impacto ambiental associado à extração, processamento e queima de combustíveis fósseis. Essas atividades liberam grandes quantidades de gases de efeito estufa, contribuindo para as mudanças climáticas.
A transição energética tem em vista promover fontes de energia renovável, como solar, eólica e hidrelétrica, em detrimento de recursos não renováveis como o petróleo. Investir na exploração de novas reservas de petróleo mantém a dependência de uma fonte não sustentável, retardando a evolução para uma matriz energética mais limpa e resiliente.
Além disso, a exploração de petróleo frequentemente envolve práticas que causam danos ambientais significativos, como vazamentos, poluição do solo e da água, e impactos na biodiversidade. Esses impactos vão de encontro aos princípios de sustentabilidade ambiental defendidos na transição para uma economia mais verde.
A transição energética também impulsiona a inovação tecnológica em direção a soluções mais limpas e eficientes. Investir em petróleo pode desencorajar o desenvolvimento e a adoção de tecnologias sustentáveis, prejudicando a evolução necessária para enfrentar os desafios ambientais.
Além disso, há uma crescente conscientização entre os investidores sobre os riscos associados às indústrias dependentes de combustíveis fósseis. A exploração de petróleo representa riscos financeiros à medida que as regulamentações e os mercados evoluem em direção a uma economia de baixo carbono, levando muitos investidores a buscar alternativas mais alinhadas com práticas sustentáveis.
Portanto, a exploração de petróleo é frequentemente vista como incongruente com os objetivos da transição energética, que busca uma mudança substancial em direção a fontes de energia mais limpas, renováveis e sustentáveis para abordar os desafios ambientais globais e mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
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