Foto: Brasil Escola
Na última sexta-feira (19), o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve em reunião com o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida. O encontro foi realizado em Hiroshima, no âmbito da reunião do grupo G7. Os dois líderes trataram de temas como a ampliação dos fluxos bilaterais de comércio e investimentos, agenda de segurança e de paz e combate à mudança do clima.
O presidente Lula ressaltou a importância da relação entre o Brasil e Japão e destacou que os países precisam estabelecer uma relação mais produtiva não apenas do ponto de vista comercial, mas também do ponto de vista cultural, da ciência, política e de tecnologia.
O premiê ressaltou a importância da atuação do Brasil nas discussões de temas globais complexos. Kishida ressalta que o Japão conta com a experiência do presidente Lula e terá discussões extensas sobre questões como clima, desenvolvimento, educação, paz e estabilidade. O país asiático está muito disposto a cooperar com o Brasil.
O Brasil está à procura de parcerias econômicas nos setores de ciência, tecnologia e inovação com o Japão. Alguns interesses também estão ligados ao setor espacial, energias renováveis, inteligência artificial, materiais avançados e pesquisas oceânicas.
No setor de energias renováveis, há um grande potencial nos setores de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), bioetanol e hidrogênio de baixo carbono, além de focar na redução das emissões de poluentes no setor siderúrgico. Ainda sobre a relação entre o Brasil e Japão, Lula destacou a influência que o Japão possui no desenvolvimento brasileiro. O presidente destaca que, desde 1908, muitos japoneses contribuíram para a expansão do Brasil e vários empresários brasileiros investem no país asiático.
O primeiro-ministro Kishida anunciou que o governo japonês deve começar os procedimentos para isenção de vistos para visitantes brasileiros.
É importante destacar que o país asiático é um grande parceiro do Brasil, com o qual há fortes vínculos bilaterais em termos de comércio, cooperação técnica, investimentos, além de históricos laços humanos. O vínculo humano é um aspecto essencial das relações do Brasil com o Japão.
O Brasil abriga a maior comunidade de descendentes de japoneses fora do Japão, com mais de 2 milhões de pessoas. No Japão, está a quinta maior comunidade brasileira no exterior, com cerca de 204 mil nacionais e a maioria de origem não asiática.
O Japão teve participação importante na industrialização nacional, especialmente nos anos de 1960 e 1970. Na época, ocorreram diversos investimentos em mineração, construção naval, siderurgia, setor automotivo, papel e celulose e eletrônicos. Atualmente, o Brasil conta com cerca de 700 empresas japonesas.
O Japão foi o 10º maior parceiro comercial do Brasil no último ano, com um comércio bilateral de US$ 11,9 bilhões. A pauta nacional de exportações para o país, que conta com diversas parcerias econômicas, é composta por milho, carne de frango, minério de ferro, café, soja, alumínio e importação de autopeças, máquinas, compostos químicos e equipamentos. A balança comercial entre Japão e Brasil está em equilíbrio e as importações japonesas somaram US$ 5,3 bilhões em 2002, enquanto as exportações brasileiras chegaram à marca de US$ 6, 6 bilhões.
O Japão também tem sido uma das principais fontes de investimento estrangeiro direto (IED) no país, com estoque de US$ 22,8 bilhões (2021). É importante mencionar que, desde 1959, os países já desenvolvem uma importante agenda de cooperação técnica.
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