Após sanções dos EUA e União Europeia ao comércio da Rússia, importadores como a Índia buscam o petróleo brasileiro para suprirem suas demandas
As restrições ao comércio russo de fontes de energia fizeram com que grandes importadores de petróleo bruto, como a Índia, procurassem outras novas fontes de fornecedores de petróleo bruto, incluindo o Brasil. A guerra entre a Rússia e a Ucrânia está mudando gradualmente os contornos da economia global do petróleo. A ordem de sanções pelos Estados Unidos e países da União Europeia voltados à Rússia desenvolveu um novo espaço para o realinhamento dos produtores globais de petróleo.
Embora o número de importações de petróleo do Brasil seja composto por uma pequena fração da cesta geral de importação de petróleo bruto da Índia, os dados oficiais disponibilizados pelo Governo Federal mostram que o número de importações de petróleo mais que dobrou desde o ano fiscal de 2019.
De acordo com um alto diplomata, o número total de importações de petróleo bruto do Brasil saiu de US$ 981.781.930 em 2019, para US$ 1.224.302.299 no ano fiscal de 2020 e saltando em mais de 80% para US$ 2.243.933.674 no ano fiscal de 2021.
Em uma conversa realizada no mês de junho com o Expresso Financeiro Online, o embaixador da Índia no Brasil Suresh K Reddy havia dito que o Brasil possui grandes reservas de petróleo para apoiar a crescente demanda da Índia.
Segundo o enviado indiano, é do interesse da Índia que os dois países desenvolvam um relacionamento de longo prazo no setor de energia. Ambos os países tiveram uma série de discussões e a estimativa é que mais reuniões e visitas aconteçam. Outra delegação da Índia deve seguir para o Brasil em breve.
Após conversas em nível de delegação entre o Ministro do Petróleo e Gás Natural, Hardeep Puri e o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em abril deste ano, as entidades manifestaram sua disposição de expandir o comércio bilateral de petróleo e seus derivados.
Na reunião de Nova Délhi, ambos os lados comentaram sobre as principais áreas de cooperação nas cadeias de valor da energia. Isso incluiu a intensificação do comércio bilateral de hidrocarbonetos.
Uma declaração conjunta emitida no final das negociações entre o ministro do Petróleo e Gás Natural, Hardeep Puri e o ministro de Minas e Energia do Brasil, afirmou categoricamente que o lado indiano mostrou um grande interesse em obter petróleo bruto sob contratos especiais de longo prazo com o Brasil.
Os dois lados, durante as discussões, reconheceram a importância do grande investimento feito pelas empresas indianas no setor de petróleo e gás brasileiro. Ao encorajar mais investimentos bilaterais, a Índia e o Brasil também reafirmaram seu compromisso de prosseguir com os investimentos já existentes.
A declaração afirma que os dois destacaram a importância do comércio bilateral de petróleo e seus derivados, e ambos expressaram sua vontade de expandir esse comércio mutuamente benéfico.
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