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A Equinor, em conjunto com a Petrobras e a Repsol Sinopec, anunciou no início da semana a decisão final de investir no projeto do bloco exploratório BM-C-33, em águas profundas da Bacia de Campos. O projeto inclui a extração de reservas de óleo e gás acima de 1 bilhão de barris de óleo equivalente (boe) e demandará US$ 9 bilhões em investimentos.
A Equinor opera a área do BM-C-33 desde dezembro de 2016, com participação de 35%, enquanto a Repsol Sinopec e a Petrobras têm 35% e 30%, respectivamente. O início da produção está previsto para 2028.
O bloco exploratório BM-C-33, na Bacia de Campos, é onde se encontra a descoberta de Pão de Açúcar, com três descobertas pré-sal anteriores: Seat (2010), Gávea (2011) e uma grande descoberta de gás e condensado no prospecto Pão de Açúcar, anunciada em 2012. A produção em Pão de Açúcar terá um sistema inédito de tratamento de gás natural instalado no topside da plataforma de produção.
O FPSO que será contratado para Pão de Açúcar foi projetado para produzir 16 milhões de m³/dia de gás natural, representando 15% da demanda brasileira de gás na partida. A ideia é interligar o futuro campo ao Terminal de Cabiúnas, em Macaé, região Norte do Rio de Janeiro. O campo será uma importante fonte de gás para o mercado interno, ajudando a viabilizar uma transição ordenada para um futuro de baixas emissões.
“Juntamente com os parceiros e fornecedores, desenvolvemos um projeto significativo que irá fornecer ao Brasil energia para suprir as suas crescentes necessidades energéticas e criar valor para os proprietários e para a sociedade, contribuindo para o desenvolvimento industrial local. O Brasil é uma das principais áreas da Equinor e os investimentos no BM-C-33 enfatizam a importância estratégica do nosso portfólio brasileiro”, afirma Geir Tungesvik, vice-presidente executivo de Projetos da Equinor.
“A Decisão Final de Investimento (FID) do BM-C-33 é um marco em nossa trajetória de 25 anos no país, reforçando o papel estratégico do Brasil nas atividades globais da Repsol e da Sinopec. É o momento certo, para o projeto certo”, diz Alejandro Ponce, CEO da Repsol Sinopec.
Thiago Penna, diretor do Projeto na Equinor, expressou confiança na demanda pelo gás do bloco exploratório BM-C-33, na Bacia de Campos, cuja produção estimada é equivalente a todo o consumo atual da Comgás, a maior distribuidora de gás do país. Segundo Penna, a abertura do mercado, a dependência externa do Brasil e a falta de novas descobertas de gás colocam o gás de Pão de Açúcar em uma posição favorável no mercado.
Embora não tenha fornecido muitos detalhes, Penna afirmou que a monetização da parcela de produção da companhia ainda não está fechada, mas a empresa já está trabalhando em algumas oportunidades e espera avançar em outras frentes nos próximos anos.
Penna afirmou que a ideia é mesclar opções de contratos de fornecimento de longo prazo com outras soluções mais curtas, sem priorizar um ou outro segmento de mercado. Ele acrescentou que a montagem desse quebra-cabeça tem sido feita diariamente e que há tempo para isso até o início da produção, previsto para 2028. Penna acredita que, até lá, o mercado brasileiro de gás terá mais agentes e liquidez. Ele também afirmou que a decisão da Equinor de seguir com o BM-C-33 dará mais confiança a novos investimentos no setor.
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