A Enauta divulgou na terça-feira, 23 de maio de 2023, uma descoberta de petróleo em uma nova seção do reservatório, denominada acumulação Atlanta NE, localizada na área do campo de Atlanta, na Bacia de Santos, atualmente em desenvolvimento.
A Enauta iniciou uma campanha de perfuração de três poços no final de 2022 e agora concluiu a perfuração e perfilagem do poço 9-ATL-8DP, realizando a descoberta de petróleo com excelentes propriedades petrofísicas numa secção de 57 metros (profundidade medida).
Potencial de recursos e estudos adicionais realizados pela Enauta
Segundo estimativas da Enauta, os recursos do NE de Atlanta ultrapassam 230 milhões de barris de óleo. No entanto, a empresa realizará estudos adicionais para avaliar o potencial técnico-econômico, a integração ao desenvolvimento contínuo do campo e a adição de reservas certificadas de petróleo de 158,9 milhões de barris.
A Enauta adquiriu o FPSO OSX-2 para o Full Development System (FDS) de Atlanta no ano passado. O FPSO Atlanta substituirá o FPSO Petrojarl I e está previsto para estar totalmente operacional em 2024. O FDS visa o primeiro óleo em meados de 2024, com capacidade de produção de 50.000 barris de petróleo por dia, inicialmente com seis poços conectados ao FPSO Atlanta e expandindo para dez poços até 2029.
Operação do campo de Atlanta e expectativas futuras
O campo de Atlanta é operado pela Enauta Energia, subsidiária integral da empresa, que detém 100% de participação no ativo. Localizado no bloco BS-4, na Bacia de Santos, em lâmina d’água de 1.500 metros, o campo já está em produção desde 2018 por meio do Sistema de Produção Antecipada (EPS), composto por três poços conectados ao FPSO Petrojarl I.
Após o anúncio da descoberta de petróleo realizada pela Enauta, o Bank of America (BofA) estima que a nova área pode produzir um adicional de 20 – 23 milhões de barris aos atuais 159 milhões de barris de reservas provadas e aprovadas (2P) do Campo de Atlanta. O banco ressalta a importância de entender como a Enauta irá monetizar esse novo reservatório, caso se prove economicamente viável.
Outras descobertas: PRIO encontra petróleo no prospecto Maracanã
A PetroRio S.A. (PRIO) também realizou uma importante descoberta de petróleo no prospecto Maracanã, localizado na Bacia de Campos. Essa descoberta faz parte da segunda fase da revitalização do campo de Frade, que a PRIO opera desde 2019.
Conforme anunciado pela empresa, o poço 3-PRIO-1-RJS encontrou uma coluna de óleo de 36 metros no objetivo primário (arenito do Eoceno), com uma porosidade da rocha de 28% e pressão inicial original. Também foram encontrados indícios de óleo no objetivo secundário (arenito do Mioceno) com porosidade de 29%.
Uma descoberta significativa para PRIO
Essa descoberta é de grande importância para a PRIO, uma vez que a empresa possui 100% dos direitos de exploração e produção do campo de Frade, adquirido da Chevron em 2019. O campo produziu uma média de 13 mil barris de óleo equivalente por dia em abril deste ano, de acordo com dados da ANP.
A empresa planeja aprofundar os estudos técnicos em ambos os objetivos e pode perfurar mais um poço de avaliação para delimitar a área e o volume das acumulações. Se comprovadas economicamente viáveis, essas descobertas podem abrir caminho para mais uma frente de desenvolvimento no campo de Frade. Além do campo de Frade, a PRIO opera os campos de Polvo e Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, e o campo de Manati, na Bacia de Camamu-Almada.
Conheça a Enauta
A Enauta, anteriormente conhecida como Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), é uma empresa brasileira independente do setor de exploração e produção de petróleo e gás, com mais de 20 anos de atuação no país. A empresa começou suas atividades em 1998 e em 2000 foi descoberto o Campo de Manati, que foi usado para a produção inicial de petróleo e corresponde a 40% das reservas de gás da Bahia.
Em 2015, a Enauta adquiriu dois blocos na Bacia de Sergipe-Alagoas, após participar da 13ª rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em 2018, a empresa começou a produzir no Campo de Atlanta, operando na zona de exclusão do pré-sal da Bacia de Santos.