PETRÓLEO

Empresas privadas de petróleo no Brasil projetam crescimento significativo até 2030

As empresas privadas de petróleo no Brasil estão otimistas quanto ao futuro do setor e planejam um crescimento substancial em sua produção nos próximos anos. Com projeções indicando um aumento médio anual de 75% até 2030, essas companhias estão comprometidas em elevar sua produção para atender à crescente demanda.

Multinacionais de petróleo e os principais campos de produção

Entre as empresas internacionais que devem desempenhar um papel de destaque no aumento da produção de petróleo no Brasil, destacam-se gigantes como Shell, Equinor, TotalEnergies, Repsol Sinopec e Petrogal. Essas empresas são importantes parceiras da Petrobras em empreendimentos como o pré-sal e campos em desenvolvimento, contribuindo para o crescimento da indústria petrolífera no país. Dentre os ativos de destaque estão os campos Atapu, Mero, Sapinhoá, Sépia e Tupi.

Esses campos têm se mostrado altamente promissores e devem impulsionar consideravelmente a produção de petróleo no Brasil nos próximos anos. A Shell, por sua vez, opera o projeto Gato do Mato, aguardando decisão final de investimento, enquanto a TotalEnergies tem o campo Lapa em seu portfólio, o qual se espera que contribua para o aumento da produção no país. A Equinor lidera os consórcios responsáveis pelos empreendimentos Bacalhau e Pão de Açúcar, que têm previsão para entrar em operação ainda nesta década, trazendo novas oportunidades e crescimento ao setor.

Companhias privadas nacionais e a consolidação no mercado

Além das empresas internacionais, as companhias privadas nacionais também têm planos ambiciosos para expandir suas operações. Especialistas apontam que haverá uma consolidação nos campos offshore e onshore, indicando um movimento de aquisição de ativos da Petrobras por parte dessas empresas.

A 3R Petroleum, por exemplo, adquiriu diversos ativos da Petrobras, incluindo campos como Papa Terra e Peroá, além dos polos Pescada e Arabaiana, Potiguar e Macau. A Enauta opera o campo de Atlanta, enquanto a Trident Energy possui os campos de Pampo e Enchova. Outras empresas como Perenco (Pargo) e PRIO (Frade e Wahoo) também estão presentes no mercado nacional. Recentemente, a PRIO iniciou a produção de um novo poço em Frade, contribuindo para ultrapassar a marca de 100 mil b/d de petróleo produzido pela empresa globalmente.

PRIO inicia extração de petróleo no poço ODP5, impulsionando produção no Campo de Frade na Bacia de Campos

Desafios e perspectivas para o setor de petróleo

Embora as projeções sejam otimistas, alguns desafios se apresentam no horizonte para o setor de petróleo no Brasil. A Petrobras, uma das principais atuantes, prevê um aumento gradual em sua produção, com previsões para produzir cerca de 2.150 b/d este ano, chegando a 3.460 b/d em 2030. Os campos de Búzios e Mero, no pré-sal da bacia de Santos, são apontados como os principais impulsionadores desse crescimento.

Entretanto, a reforma tributária, que atualmente está em debate, pode trazer incertezas para o aumento da produção, pois ainda não há clareza sobre a evolução dos impostos e do regime aduaneiro especial de petróleo e gás, conhecido como Repetro. Outra preocupação é a possível mudança no cálculo do preço mínimo do petróleo estabelecido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que pode impactar as participações governamentais, como royalties.

Em sua fala para a BNamericas, o diretor de pesquisa em upstream da Wood Mackenzie, Marcelo de Assis, revela que “o licenciamento ambiental é um tema relevante, especialmente quando se considera a necessidade de explorar novas bacias, como as localizadas na Margem Equatorial”.

Segundo a projeções da Wood Mackenzie, podemos concluir que o setor de petróleo no Brasil projeta um crescimento expressivo, impulsionado tanto pelas empresas internacionais como pelas empresas privadas nacionais. Com ativos promissores, como os campos do pré-sal na bacia de Santos, o país se mostra como um importante player no mercado global de petróleo. No entanto, desafios regulatórios e tributários exigem atenção para garantir o desenvolvimento sustentável da indústria petrolífera brasileira nos próximos anos.

Redação Petrosolgas

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