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A dependência de importação do diesel no Brasil segue sendo uma das principais dificuldades do setor de combustíveis. Comprometido com a expansão da produção nacional do produto, o Governo Brasileiro deverá aplicar fortes investimentos em infraestrutura e logística de refino para suprir as necessidades futuras do setor. Sem os projetos de refino necessários, o país caminha para um possível risco de desabastecimento do produto.
O Governo Brasileiro está enfrentando o desafio de reduzir a dependência do diesel, mas, ao mesmo tempo, atrair novos investimentos em infraestrutura de importação e refino. Especialistas do segmento avaliam que projetos de biocombustíveis, novas rotas tecnológicas do biorrefino e a conversão de veículos pesados para gás natural e biometano são opções bem-vindas.
No entanto, essas iniciativas ainda não são suficientes para garantirem um cenário adequado de refino no país. Apesar de haver limitações a curto e médio prazos na substituição do diesel, o país precisará buscar soluções para evitar riscos de desabastecimento. De acordo com projeções do Plano Nacional de Energia, a importação de diesel será necessária até pelo menos 2050, o que reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura.
Além disso, o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) prevê um déficit na capacidade de abastecimento do mercado a partir de 2029, caso não haja novos projetos de refino no país. A construção de uma refinaria leva de quatro a seis anos, aumentando a urgência de se definir políticas públicas para a redução da dependência do diesel.
“Se a economia se comportar de acordo com as expectativas do governo, vai haver um buraco [entre oferta e demanda]. Para construir uma refinaria, são necessários de quatro a seis anos, então o momento para se preocupar com isso é agora”, diz o diretor do CBIE, Bruno Pascon.
Desde que assumiu seu novo mandato como presidente, Lula tem sinalizado a intenção de ampliar a capacidade de refino nacional como parte de uma pauta de substituição de importações, incluindo o diesel. Dentro dessas iniciativas, a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) foi orientada a apresentar estudos sobre mecanismos para priorizar o abastecimento nacional de combustíveis.
O objetivo é agregar valor ao petróleo da União por meio da venda de produtos refinados e fortalecer o mercado nacional. No entanto, ainda não há garantias de que os barris de petróleo contratados pela Petrobras tenham como destino o mercado doméstico.
Diante desse cenário, é fundamental que o governo brasileiro defina políticas públicas para a redução da dependência do diesel e atraia investimentos em infraestrutura de importação e refino, a fim de evitar riscos de desabastecimento e garantir a oferta de combustíveis no mercado interno.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse: “Queremos que o petróleo e o gás natural da União, provenientes dos contratos de partilha de produção, promovam a industrialização do Brasil e garantam a segurança no abastecimento nacional de energia, insumos petrolíferos, dos fertilizantes nitrogenados e de outros produtos químicos, reduzindo a dependência externa, e valorizando o conteúdo local.”
Para os próximos anos do atual Governo Brasileiro, o que se espera são políticas públicas cada vez mais voltadas para os investimentos na expansão da infraestrutura de refino no país. Por fim, segundo o EPE, o Brasil precisará importar diesel até o ano de 2050, para conseguir suprir as dificuldades logísticas. Os investimentos do Governo em infraestrutura e logística de refino serão essenciais para contornar o cenário atual.
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