As preocupações são fruto de um impasse: em um esforço para controlar os preços do diesel - Freepik
Em audiência no Senado, o Ministro de Minas e Energia afirma que o Brasil está em condições para lidar com a situação de alta demanda pelo diesel, e que o governo monitora o cenário. Um dia antes, o presidente do Brasil diz que negociou compra de Diesel da Rússia, e que o Diesel é “mais barato”. Na audiência, Sachsida disse que o Brasil possuía 49 dias de estoque de diesel, e que não haveria necessidade de importar petróleo.
A duração do estoque de diesel citado pelo ministro Sachsida, é mais alta do que o prazo citado pelo governo no mês de maio. No período, o Ministério de Minas e Energia relatou que o estoque de diesel era suficiente para compor a demanda por no mínimo 38 dias, isso sem importar diesel.
“Se acontecer alguma coisa no mundo e não se puder mais importar petróleo, o Brasil tem 50 dias de diesel. Ou seja, estamos bem preparados e posicionados, monitorando a evolução do cenário mundial”, afirmou o ministro, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
Sachsida relatou que, depois do começo do conflito entre Rússia e Ucrânia, houve não apenas o aumento do preço do petróleo, mas um descolamento entre o Brent e o diesel. “A dificuldade de refino do petróleo tem gerado uma pressão grande de aumento do custo do diesel”, argumentou.
Um risco de desabastecimento de diesel está deixando as empresas importadoras e demais setores preocupados, pois dependem do diesel, tais como transportes e setor da agricultura. A demanda mundial pelo diesel teve uma alta significativa, em decorrência da guerra na Ucrânia e também o corte de provisão de gás da Rússia para a Europa Ocidental.
Nesses meses entre junho e agosto, a demanda pelo diesel costuma ser maior nos EUA e demais países, por causa das férias de verão e da safra do setor agrícola.
No mês de junho, os postos de combustível na Argentina enfrentaram dificuldades com o fornecimento do diesel, o que afetava gravemente o abastecimento de caminhões da região.
Em relação ao preço do combustível, o ministro Adolfo Sachsida afirmou que a aprovação de medidas, além do corte de impostos, pelo congresso nacional já tem reduzido os custos nas bombas.
“Com as medidas aprovadas no Congresso, obtivemos uma redução média de 21% no preço da gasolina. Os tributos federais já estavam zerados sobre o diesel e o GLP”, afirmou Sachsida.
Porém, o ministro constatou que a redução do preço do diesel nas bombas não é tão significativa, pois o ICMS em cima do combustível já era próximo da casa dos 17% em vários estados.
“Por isso o governo e o Congresso estão trabalhando no voucher caminhoneiro, que é uma solução bem focada e com custo fiscal reduzido em comparação com outras iniciativas”, completou o ministro.
“Temos trabalhado em parceria com o Congresso e aprovamos a MP da venda direta de etanol. Com o aumento da competição no setor, conseguiremos abaixar um pouco o preço. Em Mato Grosso, já há resultados positivos dessa medida”, relatou o ministro, em relação ao trabalho do governo para aumento da competitividade do etanol em relação à gasolina.
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