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Boom comercial Brasil-China: crescimento surpreendente e superávit recorde no início do ano

Neste ano, o Brasil e a China comemoram cinco décadas de relações diplomáticas, marcadas por um comércio bilateral robusto e em constante crescimento. Em 2023, o país asiático alcançou um marco histórico ao se tornar o primeiro a adquirir mais de US$ 100 bilhões em produtos brasileiros em um único ano, totalizando US$ 104,3 bilhões. Esse valor representou 30,7% das exportações brasileiras e contribuiu significativamente para o superávit recorde da balança comercial brasileira, atingindo US$ 98,8 bilhões no mesmo período. Ao mesmo tempo, a China manteve sua posição como principal fornecedor de produtos manufaturados para o Brasil, respondendo por 22,1% das importações do país.

Uma análise detalhada da relação Brasil-China

Ao longo do século atual, o Brasil registrou apenas dois anos de déficit no comércio com a China, evidenciando a importância crescente desse parceiro comercial. Desde 2018, o país asiático tem sido responsável por mais de um quarto das vendas brasileiras ao exterior, com destaque para os setores de soja, petróleo e minério de ferro, que juntos representam 74% das exportações para a China.

Para o governo brasileiro, o relacionamento com a China é uma prioridade estratégica, conforme destacado pelo Itamaraty em comunicado. A visita do presidente Lula a Pequim durante seu terceiro mandato exemplifica o comprometimento do Brasil em fortalecer laços comerciais com a nação asiática. Nos últimos anos, as exportações brasileiras para a China superaram aquelas destinadas aos Estados Unidos e à União Europeia somadas, refletindo um diálogo político positivo entre os países.

Especialistas apontam desequilíbrios no padrão de comércio Brasil-China

Apesar dos resultados positivos, especialistas apontam desequilíbrios no padrão de comércio entre Brasil e China. O superávit brasileiro em commodities agrícolas e minerais contrasta com um déficit em bens manufaturados, destacando a necessidade de diversificação da pauta exportadora brasileira.

José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, ressalta a importância da China como destino de exportações brasileiras, principalmente de commodities. No entanto, ele observa que o custo Brasil torna a exportação de produtos manufaturados pouco competitiva.

Brasil se esforça para diversificar a pauta exportadora

Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento (MDIC), destaca os esforços do governo para promover a diversificação da pauta exportadora. A ideia é aproveitar o potencial do agronegócio brasileiro e expandir para produtos com maior valor agregado, como alimentos processados. Essa estratégia requer colaboração entre o setor público e privado, além do conhecimento do mercado chinês por parte dos produtores nacionais.

A mudança do perfil de comércio Brasil-China também depende dos investimentos chineses no Brasil. Célio Hiratuka, diretor do Instituto de Economia da Unicamp, destaca o papel dos investimentos chineses no setor automotivo como um exemplo de cooperação bilateral. Esses investimentos têm o potencial de gerar empregos e fortalecer a cadeia produtiva brasileira, transformando o país em um hub para distribuição na América Latina.

Explorando novas oportunidades

Para Tatiana Prazeres, a abertura do mercado chinês para produtos brasileiros, como carne e milho, é resultado de um diálogo contínuo entre os dois países. Ela enfatiza a importância de uma presença física e digital das empresas brasileiras na China para alcançar novos consumidores e aproveitar as oportunidades de negócios no país.

À medida que Brasil e China celebram meio século de relações diplomáticas, o fortalecimento do comércio bilateral oferece oportunidades e desafios. A diversificação da pauta exportadora, os investimentos em setores estratégicos e a colaboração em áreas como energias renováveis e biotecnologia são cruciais para construir uma parceria sustentável e mutuamente benéfica no futuro. O Brasil e a China continuam a trabalhar juntos para explorar novas oportunidades e promover o desenvolvimento econômico e social de ambos os países.

Marcelo Santos

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