Bem explicadinho: Por que a Petrobras baseia o preço do petróleo em dólar? Como isso afeta a economia?
A Petrobras iniciou a cobrança do valor dos combustíveis em dólar em 2016, como parte de uma política de preços implementada pela empresa. Essa mudança foi motivada pela crise econômica que o Brasil enfrentava na época, o que afetou o preço do petróleo no mercado internacional e aumentou a volatilidade cambial no país. A ideia era alinhar os preços dos combustíveis praticados pela Petrobras aos valores internacionais, de forma a garantir a sustentabilidade financeira da empresa em meio à crise.
Os impactos dessa mudança foram significativos para acionistas e clientes. Para os acionistas, houve uma valorização das ações da empresa, já que a nova política de preços permitiu uma maior previsibilidade e estabilidade nos resultados financeiros da Petrobras, aumentando o faturamento. Além disso, a cobrança em dólar trouxe uma maior transparência aos investidores, que passaram a ter uma melhor compreensão dos riscos cambiais envolvidos nos negócios da empresa.
Já para os clientes / consumidores, os impactos foram imediatos e diretos. Com a cobrança em dólar, os preços dos combustíveis praticados pela Petrobras ficaram mais sujeitos às variações cambiais, resultando em aumentos frequentes nos valores dos produtos. Essa situação gerou insatisfação entre os consumidores e também teve impacto na inflação do país, já que o preço dos combustíveis é um componente importante do cálculo do índice.
Em resumo, a cobrança em dólar implementada pela Petrobras teve como objetivo alinhar os preços dos combustíveis praticados pela empresa aos valores internacionais, garantindo a sustentabilidade financeira da companhia. Apesar dos benefícios para os acionistas, os clientes sentiram os impactos negativos dessa mudança, enfrentando aumentos frequentes nos preços dos combustíveis. Em 20 anos, estima-se que a gasolina tenha aumentado quase 400%, a intensificação começou após 2016.
Em entrevista, o atual presidente da República eleito em outubro, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que os acionistas devem receber dividendos apenas quando a estatal apresentar lucro, e não aumentar os valores para ganhar mais com as ações, enquanto prejudica “donas de casa”.
Durante o governo do Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil, houve uma forte posição contrária à política de cobrança do petróleo em dólar pela Petrobras. O PT acreditava que a prática de precificar o petróleo em moeda estrangeira prejudicava a economia do país e defendia a adoção de uma política de preços que considerasse as especificidades da realidade brasileira.
Uma das principais críticas do PT à cobrança em dólar era a exposição do país aos riscos cambiais. A variação das cotações do dólar em relação ao real poderia afetar os preços dos combustíveis praticados pela Petrobras, aumentando a volatilidade dos valores e prejudicando a estabilidade econômica do país.
Além disso, o PT argumentava que a cobrança em dólar favorecia a lógica do mercado internacional em detrimento dos interesses nacionais dos consumidores. Como o preço do petróleo é definido no mercado internacional, a adoção da moeda americana para a precificação dava um maior poder de influência aos países que controlam a produção e a distribuição do produto, em detrimento do Brasil.
Outro argumento utilizado contra, era a necessidade de promover uma política de preços que considerasse as especificidades da realidade brasileira. O país tem um grande potencial de produção de petróleo e gás natural, o que deveria ser considerado na definição dos preços dos combustíveis. Além disso, o Brasil tem uma grande demanda por energia, especialmente no setor de transporte, o que seria prejudicado pela adoção de uma política de preços que favorecesse a exportação do petróleo em detrimento do mercado interno.
Em resumo, o governo petista era, e ainda é, contrário à cobrança do petróleo em dólar pela Petrobras por acreditar que essa política favorecia o mercado internacional em detrimento dos interesses nacionais e prejudicava a estabilidade econômica do país. O partido defendia a adoção de uma política de preços que considerasse as especificidades da realidade brasileira.
AÇÕES CAÍRAM! Na semana passada, as ações da Petrobras apresentaram quedas na Bolsa de Valores após o anúncio sobre a redução dos preços de combustíveis direto das refinarias.
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