Foto: Divulgação
A Bahiagás, segunda maior distribuidora de gás natural, se configura atualmente como uma empresa de economia mista, isto é, com participação do estado e de empresas privadas, e tem visto seu nome subir na mídia diante da possibilidade de privatização. A Secretaria de Infraestrutura do Estado da Bahia (Seinfra) não confirmou a intenção do estado de vender sua parte na empresa, entretanto afirma que estudos de viabilidade de privatização estão em curso.
Segundo a assessoria de comunicação da Seinfra por e-mail, os estudos estão sendo realizados e tem a previsão de serem finalizados na primeira quinzena de dezembro. Alfredo Santana Júnior, diretor do Sindiquímica, destaca que a possibilidade de privatização da distribuidora de gás natural não é mera especulação, e alerta para os impactos na vida dos baianos caso isso venha, de fato, a acontecer.
O diretor afirma que o sindicato, junto com os trabalhadores, encampou um grande movimento contra a privatização da Bahiagás. A Sindiquímica entende que não está confirmado, mas essa possibilidade surge quando o governo, no primeiro turno das eleições do último ano, publicou um edital para estudo de desestatização da Bahiagás.
Esse edital foi retirado em menos de 24 horas, mas uma semana após o segundo turno da eleição, voltou a ser publicado com outro título, entretanto com o mesmo número e o mesmo corpo do texto.
Alfredo confirma que o Consórcio Genial já teria fechado esse contrato com a Bahia Invest e estaria atuando dentro da Bahiagás, conduzindo o processo de privatização. Preocupado com o cenário, o diretor do Sindicato chama atenção para o que isso significa na vida dos trabalhadores e trabalhadoras. A Bahiagás é a maior distribuidora de gás natural e está construindo o maior gasoduto do Brasil, o Gasoduto Sudoeste, obra que jamais seria conduzida por uma empresa privada.
Alfredo ressalta que um gasoduto deste porte é essencial para o avanço e para a construção de equipamentos, além de ser instrumento importante de patrocínio e apoio à cultura.
A Bahiagás é, atualmente, a maior estatal da Bahia. Ela financia a cultura baiana e diversas obras de infraestrutura, favorecendo o desenvolvimento regional, levando gás a regiões que não interessam à iniciativa privada porque, talvez, não sejam regiões mais lucrativas. Alfredo valoriza também que, em curto tempo, a empresa já devolveu aos cofres públicos 18% do capital investido.
Em 10 meses, a distribuidora de gás natural retornou aos cofres públicos R$ 90 milhões em lucros e dividendos que entram nos cofres públicos para serem investidos em saúde, educação e em uma série de outras demandas que o governo possui e que deixaria de ter, caso esse lucro fosse totalmente direcionado para a iniciativa privada.
O diretor do Sindiquímica explica que a relação capital trabalho de uma empresa privada é muito diferente de uma empresa pública, visto que a organização privada, visa, exclusivamente, o lucro. Enquanto uma empresa estatal ou mesmo de economia mista, mas de controle acionário estatal, como é o caso da Bahiagás, é possível priorizar desenvolvimento.
Alfredo destaca que os trabalhadores da Bahiagás têm encampado uma briga muito mais como cidadãos baianos do que necessariamente como empregados.
Óbvio que há a defesa de seus empregos, da estabilidade, do concurso, mas, mais do que isso, eles compreendem o impacto na vida do povo baiano. O preço do GNV, que é tão essencial para os trabalhadores de aplicativo, pode sofrer grandes mudanças.
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