Foto: CPG
A indústria naval já vivenciou momentos melhores do que o atual, ao longo da primeira década do século, porém sofre hoje com situações difíceis, com poucos empregos, sem grandes obras e com os estaleiros brasileiros vivendo apenas de serviços menores e reparos.
Situação essa que anteriormente era bem diferente, quando a Indústria da Construção e Reparação Naval Offshore – Sinaval, era uma potência do setor, que ainda tem chances de ser resgatado, com mais serviços e mais empregos.
De acordo com o vice-presidente da Sinaval, Sergio Bacci, o setor da indústria naval pode ser reerguido, gerando mais empregos e trazendo mais serviços com a retomada de programas com o Prorefam e o Promef, programas esses que serão vitais na garantia da volta de projetos de grande porte nos estaleiros nacionais. Além do que, as iniciativas irão ajudar bastante na criação de novos empregos no nosso país.
Mesmo com poucas obras realizadas e enfrentando situações difíceis nesses últimos quatro anos, o vice-presidente da Sinaval ressalta a defesa dos marcos regulatórios do setor da indústria naval.
“O ano de 2022 foi difícil para a indústria naval brasileira. Nosso segmento não teve nenhuma demanda concreta. As poucas obras realizadas foram serviços de reparos. Infelizmente, os últimos quatro anos foram muito difíceis para a indústria naval. Por consequência, o Sinaval também teve anos difíceis. Ainda assim, procuramos atuar no sentido de defender os marcos regulatórios do nosso setor – e tivemos algumas vitórias e algumas derrotas. E por fim, construímos um conjunto de propostas que foram encaminhadas a todos os candidatos à Presidência da República. O documento mostrou que, em 2012, os valores contratados de projetos nos estaleiros brasileiros somaram cerca de R$ 9,5 bilhões. Quase uma década depois, em 2021, essa cifra foi drasticamente reduzida para R$ 570 milhões” explicou Bacci.
A Sinaval mesmo passando por momentos difíceis, espera que o próximo ano seja melhor, com a retomada dos programas que foram exitosos no governo Lula, que gerarão mais empregos e renda.
“Nós sabemos que este é um momento difícil, porque a situação do país é muito delicada. Ainda assim, o Sinaval espera que o novo governo retome alguns programas que foram exitosos na gestão anterior do presidente Lula – o Promef [Programa de Expansão e Modernização da Frota da Transpetro] e o Prorefam [Programa de Renovação da Frota de Apoio Marítimo da Petrobrás]. Foram programas exitosos. O setor naval conta com recursos para financiar as grandes obras. Por isso, esperamos a retomada desses programas para que possamos ter obras novamente nos estaleiros e, assim, gerar empregos” disse Bacci.
A Sinaval busca se reunir com o grupo de transição do governo para apresentar as demandas do setor da indústria naval, apresentando assim três propostas que podem ser efetivadas logo no primeiro ano de governo.
Uma delas é a volta do programa Prorefam, que irá contratar navios de apoio marítimo construídos em solo brasileiro, com contrato de oito anos, e posteriormente podendo ser renovado para mais oito. Essa primeira proposta viabiliza a linha de financiamento, pois são contratos a longo prazo.
A segunda proposta feita pelo Sinaval é a retomada do Promef, que conta com auxílio dos órgãos de controle do governo. E a terceira proposta é a revisão do projeto de lei “BR do Mar”, que abriu recursos do fundo para construção de porto, drenagem e autorização a importação de navio sem o pagamento de impostos.
A Sinaval acredita que essa é uma legislação que precisa ser revisada, e com o novo governo, acredita que seja o momento oportuno.
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