A Petrobrás, líder na indústria de petróleo e gás, anunciou uma colaboração estratégica com a FMC Technologies do Brasil, uma subsidiária da TechnipFMC. Confira pontos importantes!
SEPARAÇÃO DO ÓLEO E DO GÁS? Novas tecnologias impulsionam o desenvolvimento no Campo de Mero do Bloco do Libra
Em suma, essa parceria resultou na assinatura de um contrato pioneiro para o desenvolvimento e implementação da tecnologia HISEP no projeto Mero 3, localizado no pré-sal brasileiro, marcando um avanço significativo no setor.
O Avanço da tecnologia HISEP no Campo de Mero 3
O contrato integrado de Engenharia, Aquisição, Construção e Instalação (IEPC) abrange o emprego da tecnologia HISEP, patenteada pela Petrobrás. Concisamente, essa inovação visa a separação eficiente de óleo e gás no fundo do oceano, com a reinjeção do gás rico em CO2 no reservatório. Desenvolvida no Cenpes, Centro de Pesquisas da Petrobrás, essa tecnologia foi concebida para agregar valor aos campos com alta Razão Gás-Óleo (RGO) e teor de CO2.
Assim, a implementação do HISEP permitirá a separação do gás associado produzido, rico em CO2 no fundo do mar, transferindo parte do processo de separação da planta de processamento do FPSO (unidade flutuante responsável pela produção, armazenamento e transferência de petróleo). Desse modo, essa tecnologia possui o potencial de aumentar a produção, aliviando a planta de processamento de gás de superfície e, ao mesmo tempo, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa.
Colaboração estratégica e impacto ambiental
Em geral, os parceiros da Petrobrás no Consórcio Libra, como a Shell Brasil Petróleo, TotalEnergies EP Brasil, CNODC Brasil Petróleo e Gás, CNOOC Petroleum Brasil e Pré-Sal Petróleo – PPSA, estão engajados nesse projeto inovador. A Petrobrás, detendo 38,6% do consórcio, lidera esse empreendimento que promete não só avanços tecnológicos, mas também contribuições significativas para a redução da pegada de carbono na indústria de óleo e gás.
Detalhes do projeto Mero 3 e a tecnologia HISEP
Dessa forma, a unidade piloto de separação submarina HISEP será interligada ao FPSO Marechal Duque de Caxias, pertencente ao projeto Mero 3 na Bacia de Santos. Em suma, o objetivo dos testes é alcançar a maturidade tecnológica e comercial da tecnologia.
Desse modo, o contrato abrange diversas etapas e aspectos do projeto, desde a engenharia até a manutenção de equipamentos submarinos, como manifolds, tubos flexíveis e rígidos, travessões umbilicais e sistemas de distribuição de energia.
Perspectivas e futuro sustentável na indústria de óleo e gás
Carlos Travassos, diretor de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobrás, expressou a importância desse contrato para a empresa, especialmente por utilizar uma tecnologia patenteada internamente. Resumidamente, ele enfatizou que essa aplicação inédita no pré-sal, em Mero 3, é um passo confiante e pioneiro para a companhia, alinhando-se à trajetória de transição energética e descarbonização das operações da Petrobrás.
Expectativas do FPSO de Mero 3 e cronograma de implementação
Resumidamente, o FPSO de Mero 3 será a quarta unidade instalada no campo de Mero, com uma capacidade impressionante de processamento de 180 mil barris de óleo e 12 milhões de m³ de gás por dia. Nesse contexto, os contratos de afretamento e de serviços terão uma duração de 22 anos e meio, começando após a aceitação final da unidade, prevista para o segundo semestre de 2024.
Infraestrutura submarina
O projeto visa interligar 15 poços ao FPSO, sendo 8 produtores de óleo e 7 injetores de água e gás, através de uma infraestrutura submarina composta por dutos rígidos de produção e injeção, tubos flexíveis para serviços e sistemas umbilicais de controle.
Em suma, a parceria entre a Petrobrás e a TechnipFMC para a implementação da tecnologia HISEP no projeto Mero 3 representa um marco significativo na busca por soluções inovadoras e sustentáveis na indústria de óleo e gás.
Desse modo, essa iniciativa não apenas promete melhorias operacionais, mas também reforça o compromisso com a transição energética e a redução das emissões de carbono, consolidando o Brasil como um referência em tecnologia e inovação no campo energético.