A RZK Energia e a FIT Energia anunciaram uma parceria estratégica de longo prazo, impulsionando significativamente suas capacidades de oferta e ampliando seus portfólios voltados para a geração distribuída renovável. Esta aliança promissora visa não apenas expandir a infraestrutura energética do país, mas também promover uma transição limpa e sustentável para o futuro.
Visão de futuro: 13 novas usinas até 2025 para impulsionar a geração distribuída de energia renovável
Com um horizonte estendido até 2045, o acordo entre as duas empresas prevê o lançamento de 13 novas usinas até 2025, alcançando um impressionante total de 40 megawatts em potência instalada. Estas instalações serão distribuídas por todo o território nacional, com destaque para estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Ceará, Piauí, Mato Grosso e Distrito Federal.
Enquanto a RZK Energia, especializada em geração renovável, comercialização e soluções energéticas, ficará encarregada da instalação e operação dos ativos, a FIT Energia, braço de varejo do Banco Santander neste segmento, assumirá a gestão da energia produzida. Esta sinergia de conhecimentos e recursos promete uma operação eficiente e sustentável.
Estima-se que a operação movimente mais de R$ 800 milhões até 2045, através da geração distribuída compartilhada. Isso resultará no atendimento de cerca de 20 mil residências ou pequenos negócios, além de evitar a emissão de aproximadamente 75 mil toneladas de CO₂, equivalente à absorção de 460 mil árvores da Mata Atlântica.
CEO da RZK e CEO da FIT destacam a importância da parceria para o mercado energético nacional
Luiz Serrano, CEO da RZK Energia, ressalta o alinhamento do projeto com a expertise da empresa e seu compromisso com a escalabilidade operacional. Enquanto isso, Bruno Menezes, CEO da FIT Energia, destaca a importância estratégica da parceria para consolidar a posição da FIT como um player relevante no setor. Ambos líderes enfatizam a importância da transição energética e o papel vital das energias renováveis nesse processo.
Serrano e Menezes apontam para a tendência irreversível de abertura de mercado e descentralização da oferta de energia, especialmente com base em fontes renováveis, como a energia solar. No Brasil, a capacidade de geração distribuída fotovoltaica ultrapassou os 27 GW em 2024, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Isso demonstra um mercado em expansão e um cenário propício para investimentos em energia limpa e sustentável.
Crescimento exponencial da energia solar no Brasil
A geração distribuída no modelo compartilhado desempenha um papel crucial na democratização do acesso à energia renovável. Parcerias estratégicas como esta entre RZK Energia e FIT Energia oferecem oportunidades tangíveis para consumidores em diversos estados produzirem sua própria energia de forma sustentável, sem a necessidade de investimentos significativos. Isso não só promove a economia de energia, mas também fortalece o compromisso com um futuro mais verde e sustentável.
Nos últimos anos, o Brasil tem testemunhado um crescimento significativo no setor de energia solar. Impulsionado por uma combinação de fatores econômicos, ambientais e tecnológicos, esse crescimento tem transformado a paisagem energética do país.
Uma das principais razões por trás desse avanço é a queda nos custos dos sistemas fotovoltaicos. Os preços dos painéis solares e outros componentes têm diminuído consistentemente, tornando a energia solar uma opção cada vez mais acessível para consumidores residenciais, comerciais e industriais. Além disso, políticas governamentais favoráveis, como incentivos fiscais e programas de financiamento, têm estimulado ainda mais o investimento no setor.
O potencial solar do Brasil é imenso, devido à sua localização geográfica privilegiada, com alta incidência de radiação solar em grande parte do território. Isso torna o país um candidato ideal para a expansão da energia solar, tanto em sistemas conectados à rede quanto em projetos de geração distribuída.