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Rússia investe em super porta-aviões de 90 mil toneladas e caças Su-57 para desafiar dominância naval dos EUA

A construção de um porta-aviões robusto, capaz de competir com as potências navais globais foram defendida recentemente por Vladimir Pepelyaev, ex-vice-chefe do Estado-Maior Principal da Marinha da Rússia e almirante aposentado. Em declarações recentes à agência Ria, Pepelyaev enfatizou a importância estratégica de equipar a Marinha Russa com um porta-aviões de 70 a 90 mil toneladas, equipado com o avançado caça naval Su-57.

Necessidade estratégica em meio a conflitos e desafios

As declarações surgem em um contexto de ataques persistentes da Ucrânia à Frota do Mar Negro da Rússia, resultando em perdas significativas para a Marinha Russa. Enquanto os EUA possuem 11 porta-aviões operacionais e a China três, a Rússia atualmente não possui um único porta-aviões em pleno funcionamento, uma lacuna que Pepelyaev argumenta ser crucial para a projeção de poder e segurança nacional.

Pepelyaev propõe a construção de pelo menos quatro porta-aviões, distribuídos entre as Frota do Pacífico e a Frota do Norte. No entanto, embora haja um interesse declarado em desenvolver essa capacidade, a indústria de defesa russa enfrenta desafios significativos, incluindo uma economia sob pressão de sanções internacionais.

Atualmente, o único porta-aviões da Rússia, o Admiral Kuznetsov, enfrenta problemas crônicos desde sua entrada em serviço em 1991. Apesar de esforços para revitalizá-lo, a questão de equipá-lo com uma ala aérea operacional permanece uma tarefa árdua. Recentemente, relatos indicaram a possibilidade de testes no mar em 2024, embora o progresso tenha sido adiado.

Desafios globais da Rússia e análise militar

Analistas militares destacam que, embora a Rússia mantenha uma frota submarina robusta e diversificada, sua falta de capacidade de projetar poder global por meio de porta-aviões é uma vulnerabilidade estratégica. Isso contrasta com os investimentos significativos dos EUA e China em suas frotas de porta-aviões e caças navais avançados, como o Su-57 e o J-35.

A proposta de desenvolver um porta-aviões de última geração não é apenas um desafio econômico, mas também técnico. A Rússia enfrenta a necessidade de modernizar suas capacidades industriais para construir e manter um navio desse porte, além de desenvolver tecnologias avançadas para integrar o Su-57 em operações navais. Com o desenvolvimento de UAVs e USVs cada vez mais sofisticados por parte da Ucrânia, há uma pressão adicional para a Rússia melhorar suas defesas e capacidades ofensivas no mar.

Além dos desafios de construção inicial, há também preocupações significativas em relação à manutenção e operação de um novo porta-aviões. O Admiral Kuznetsov, apesar de seus esforços de modernização, enfrentou problemas crônicos ao longo de sua vida útil, destacando a necessidade crítica de investimentos contínuos em infraestrutura e treinamento de pessoal para garantir a operacionalidade de futuros navios. Esses aspectos técnicos e logísticos são fundamentais para garantir que a Rússia possa efetivamente utilizar um porta-aviões como parte de sua estratégia militar global.

Porta-aviões: Comparação internacional e implicações geopolíticas

A falta de um porta-aviões operacional coloca a Rússia em desvantagem direta em relação aos Estados Unidos e China em termos de capacidade de projeção de poder global. Enquanto os EUA utilizam seus porta-aviões como pilares centrais de suas estratégias de segurança nacional, a China expandiu rapidamente sua frota de porta-aviões como parte de seus esforços para aumentar sua influência regional e global. Para a Rússia, a construção de um novo porta-aviões não é apenas uma questão de poder militar, mas também uma afirmação de sua posição como potência global.

Perspectivas futuras e desafios econômicos da Rússia

À medida que a Rússia continua a enfrentar pressões econômicas devido a sanções internacionais e tensões geopolíticas, o caminho para desenvolver um porta-aviões operacional é incerto. O projeto de um novo porta-aviões, revelado em 2017, ainda não viu progressos substanciais, destacando os desafios contínuos que o país enfrenta em sua indústria de defesa. Enquanto isso, a questão de como a Rússia equilibrará suas prioridades militares com suas limitações financeiras e tecnológicas permanece uma questão central para o futuro da Marinha Russa.

Enquanto a Rússia continua a buscar o desenvolvimento de um novo porta-aviões e caças navais, os desafios econômicos e geopolíticos continuam a representar obstáculos significativos. A necessidade de fortalecer a capacidade naval em um cenário global complexo permanece um objetivo estratégico crucial para o país.

Andriely Medeiros

Ensino superior em andamento. Escreve sobre Petróleo, Gás, Energia e temas relacionados para o PetroSolGas.

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