No último sábado, 11 de fevereiro, a Rússia apresentou um projeto de lei que estabelece descontos para exportação do petróleo.
De acordo com informações oficiais, a Rússia apresentou uma proposta para oferecer descontos para exportar o seu petróleo. Sendo assim, o desconto do barril Brent, que é uma referência de mercado internacional, seria limitado ao valor de US$ 34 por barril.
Contudo, esse desconto seria progressivo, ou seja, seria o valor de US$ 34 por barril para o mês de abril; já para o mês de maio, o valor seria de US$ 31. Para o mês de junho de 2023, a proposta da Rússia é de que o barril Brent seja limitado ao valor de US$ 28, por fim, US$ 25 seria o preço no mês de julho.
Além da proposta de desconto progressivo, a Rússia ainda propõe um debate sobre o preço tributável do petróleo. Especialistas apontam que essa possibilidade russa surgiu após sanções da União Europeia.
A determinação de impostos da Rússia, considerando a extração mineral, a taxa de exportação de petróleo, o imposto reverso sobre o petróleo e a renda adicional, são baseados no relatório de preço Argus, que, por sua vez, é um relatório oriundo de avaliações de preços dos Urais nos portos de Augusta e Roterdã.
Além das ações citadas, a Rússia ainda pretende fixar o preço do óleo bruto dos Urais. Sendo assim, este barril ficaria em US$ 20, ou seja, abaixo do valor do petróleo Brent.
Especialistas apontam que essa ação se refere a motivos fiscais, considerando a queda de receita do petróleo russo em janeiro. Visto que a Rússia depende das receitas oriundas de petróleo e gás para o seu orçamento interno.
Entretanto, por conta das sanções europeias e de todas as pressões externas que estão ocorrendo no mundo por conta do conflito da Rússia com a Ucrânia, o país tem sido obrigado a vender reservas de moedas estrangeiras.
Especialistas apontam que o déficit da Rússia subiu para US$ 24,8 bilhões no primeiro mês deste ano. De fato, a Rússia precisa de uma receita para custear a sua operação militar na Ucrânia.
E neste contraponto, a Rússia tem sofrido pressão externa, já que os países querem limitar as negociações para que não haja recursos para essa finalidade. No entanto, embora as ações da Rússia demonstrem uma certa flexibilidade, especialistas em economia apontam que, no ano de 2022, o governo eusso surpreendeu o mundo economicamente. Já que, apesar da situação conflituosa, a Rússia conseguiu direcionar seu orçamento através de ações internas.
Contudo, todo esse conflito gera um grande impasse em relação a questões de exportação do petróleo. Sendo assim, a Rússia se antevê a queda de demanda, o que pode modificar importantes fluxos no conceito de balança comercial.
No mês que vem – março – a Opep+ tem uma nova reunião para analisar a situação da Rússia, exatamente por conta do petróleo e da limitação de preços do barril Brent. Sendo assim, certamente essa reunião ganhará a atenção do mundo, mediante as ações russas nestes primeiros dois meses de 2023.
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