ÓLEO E GÁS

Refinaria Lubnor: Petrobras estuda projeto de descarbonização na planta do Ceará

A Petrobras está planejando tornar as operações da refinaria Lubnor, no Ceará, mais sustentáveis. Estudos visam reduzir emissões de carbono, substituir gás natural por biometano e ampliar portfólio com produtos renováveis. Os investimentos incluem adaptações na planta industrial. Além disso, a companhia também visa neutralizar emissões indiretas de CO2 e reforça o seu compromisso com sociedade e inovação na transição energética. Atualmente, a refinaria tem capacidade para 10 mil barris/dia e atende 12% do mercado nacional de asfaltos. Assim, o novo projeto reflete o esforço da Petrobras em direção à sustentabilidade e diversificação de seus produtos.

Petrobras quer descarbonizar as operações da refinaria Lubnor, no Ceará

A Petrobras anunciou nesta semana que planeja investir em estudos para tornar suas operações na refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor), localizada em Fortaleza (CE), mais ambientalmente sustentáveis. O principal objetivo é reduzir as emissões de carbono provenientes das atividades da refinaria.

A petroleira planeja substituir o gás natural atualmente utilizado na geração de energia pela Lubnor por biometano, um combustível renovável. Além disso, esse biometano também será usado na produção de hidrogênio. A mudança para biometano deve resultar em uma redução significativa nas emissões diretas de dióxido de carbono da refinaria, estimada em cerca de 60 mil toneladas por ano.

A Lubnor não só está investindo em novas fontes de energia mais limpas, mas também expandindo seu portfólio de produtos para incluir opções mais sustentáveis. Isso inclui o Biobunker, um combustível marítimo com componentes renováveis, e o CAP Pro, um tipo de asfalto com menor impacto ambiental durante a aplicação. Além disso, a refinaria adotará energia elétrica proveniente de fontes renováveis, o que ajudará na descarbonização;

Petrobras estuda novos produtos sustentáveis para a Lubnor

A Petrobras está considerando a adição de novos produtos sustentáveis à linha da Lubnor com o novo projeto de descarbonização. Isso inclui lubrificantes naftênicos fabricados com hidrogênio de baixo teor de carbono, querosene de aviação com componentes renováveis ou de baixo teor de carbono, e combustíveis diesel do tipo S10 RX, que têm baixo teor de enxofre e podem conter ingredientes renováveis em sua formulação.

Para implementar essas mudanças, a Petrobrás planeja realizar adaptações e possíveis ampliações na planta industrial da Lubnor. Essas iniciativas estão sendo integradas ao Plano Diretor da refinaria e, se concretizadas, aumentarão significativamente a proporção de produtos da refinaria com características de fixação de carbono.

William França, diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobrás, ressaltou que o plano de tornar a Lubnor neutra em carbono está alinhado com o compromisso da empresa com a sociedade e com a busca pela inovação na transição energética. Ele destacou a importância da colaboração entre empresa, estado e universidade para alcançar esses objetivos.

“Nossa ideia é ampliar e valorizar o refino”, disse. Ele ressaltou a importância da inovação em questões como a transição energética. “Não podemos prescindir do tripé Empresa, Estado e Universidade”, finalizou o especialista.

A refinaria Lubnor tem uma capacidade de processamento de 10 mil barris por dia de petróleo e atende aproximadamente 12% do mercado nacional de asfaltos. Além disso, é a única produtora no Brasil de óleos lubrificantes naftênicos e desempenha um papel crucial como polo logístico de combustíveis e GLP da Petrobrás no Ceará.

Com esses investimentos e projeto planejado, a Petrobrás busca não apenas reduzir suas emissões de carbono, mas também expandir seu portfólio de produtos sustentáveis e fortalecer seu compromisso com a transição energética e com a sociedade como um todo. A iniciativa na Lubnor é um passo importante nessa direção, demonstrando um compromisso da petroleira com a sustentabilidade ambiental e a inovação tecnológica. Agora, ela seguirá com os investimentos mirando na descarbonização do ativo.

Andriely Medeiros

Ensino superior em andamento. Escreve sobre Petróleo, Gás, Energia e temas relacionados para o PetroSolGas.

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