INDÚSTRIA

Reciclar painel fotovoltaico economiza até 95% de energia em alguns metais

Já ouviu falar sobre painel fotovoltaico e reciclagem? A SolarCycle apresenta a seus consumidores uma análise ambiental que demonstra os ganhos provenientes da reciclagem de painéis. Por exemplo, a reciclagem de alumínio utiliza 95% menos energia do que a produção de alumínio virgem, que carrega consigo os gastos decorrentes da extração da matéria-prima, a bauxita, e sua subsequente transportação e refinamento.

Segundo a empresa, a reciclagem de cada painel evita a emissão de 97 kg de CO2, e esse número sobe para mais de 1,5 toneladas de CO2 se o painel for reutilizado. Conforme a regra estabelecida pela Comissão de Valores Mobiliários, as companhias de capital aberto deverão informar os riscos relacionados ao clima que possivelmente terão impacto relevante em seus negócios, incluindo suas emissões de gases do efeito estufa.

O alumínio retirado dos painéis solares da fábrica da SolarCycle é vendido para parceiros. Atualmente, o vidro é comercializado por alguns centavos por painel para ser reutilizado em itens básicos, como garrafas, mas Simons, fundador da SolarCycle, almeja ter o suficiente para vender a um preço mais elevado para uma fabricante de novos painéis solares.

Simons também afirma que o silício cristalino, utilizado como material-base em células solares, também é vantajoso para ser recuperado. Embora deva passar por um processo de refinamento para uso em painéis futuros, seu uso evita os impactos ambientais decorrentes da mineração e do processamento de silício novo.

A SolarCycle está listada pela SEIA como uma das cinco empresas dos EUA capazes de fornecer serviços de reciclagem. A indústria está em seus primórdios e ainda está em busca de formas de lucrar com a recuperação e venda dos componentes dos painéis, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA. A EPA observa que “os elementos desse processo de reciclagem podem ser encontrados nos Estados Unidos, mas ainda não ocorrem em grande escala”.

Importância da reciclagem de painel solar conforme envelhecimento das placas

Em 2030, a quantidade de painéis fotovoltaicos desativados em todo o mundo será cerca de 4% do número total de painéis instalados, de acordo com a previsão da Agência Global de Energia Renovável (IRENA) em 2016. A IRENA também prevê que até 2050, haverá pelo menos 5 milhões de toneladas métricas de resíduos de painéis solares por ano. A China, o maior produtor de energia solar do mundo, deve retirar pelo menos 13,5 milhões de toneladas métricas de painéis até 2050, quase o dobro do volume que os EUA retirarão.

O valor das matérias-primas recuperáveis de painéis solares em todo o mundo pode ser de até US$ 450 milhões até 2030, quase o mesmo custo necessário para produzir 60 milhões de novos painéis ou 18 gigawatts de potência de geração. Até 2050, o valor recuperável pode chegar a mais de US$ 15 bilhões.

Atualmente, os recicladores solares enfrentam desafios de ordem econômica, tecnológica e regulatória de grande magnitude. De acordo com Curtis, do NREL, a falta de dados acerca das taxas de reciclagem de painéis é um dos problemas que dificultam a criação de políticas públicas que possam fornecer mais incentivos aos operadores de fazendas solares para que reciclem painéis no final de sua vida útil, em vez de simplesmente descartá-los.

Além disso, um dos obstáculos enfrentados pelos proprietários de fazendas solares é a utilização do Procedimento de Lixiviação Característica de Toxicidade, aprovado pela EPA, que é conhecido por apresentar falhas. Por isso, alguns proprietários gerenciam excessivamente seus painéis como perigosos, sem realizar uma determinação formal de resíduos perigosos. Isso faz com que eles acabem pagando mais caro para descartá-los em aterros que possam manusear resíduos perigosos ou reciclá-los.

A Agência Internacional de Energia conduziu uma avaliação sobre os painéis solares com chumbo, cádmio e selênio, com o objetivo de determinar se esses elementos apresentavam riscos à saúde humana caso fossem despejados em aterros sanitários ou em aterros municipais. A agência concluiu que o risco é baixo. No entanto, em um relatório de 2020, a agência enfatizou que suas descobertas não constituem um endosso ao descarte em aterros sanitários e que a reciclagem dos painéis seria a opção mais apropriada para mitigar as preocupações ambientais.

Daiane

Jornalista e redatora SEO com vasta experiência em diferentes empresas: Receitinhas, Yooper, Marfin, Petrosolgas, Diário Prime, Superprof, Tec Mobile, Hora de Codar e muito mais!

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