ENERGIA

Reator EAST da China alcança novo marco na fusão nuclear, conheça o poder do “sol artificial”

A China deu um grande passo em direção à fusão nuclear com o reator Supercondutor Avançado Experimental Tokamak (EAST), conhecido como “Sol artificial”. Neste novo feito, o reator conseguiu manter um plasma de fusão superquente confinado por 1.066 segundos, mais que o dobro do recorde anterior de 403 segundos, também alcançado pelo EAST. Este feito aproxima ainda mais a fusão nuclear de uma aplicação comercial viável e marca um avanço significativo no desenvolvimento de reatores de fusão como fonte de energia.

Fusão nuclear como uma energia limpa e promissora

Os reatores de fusão, apelidados de “sols artificiais”, buscam replicar o processo de geração de energia do Sol, onde dois átomos leves se fundem para formar um átomo mais pesado, liberando uma grande quantidade de energia.

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No entanto, enquanto o Sol consegue isso devido à pressão natural e condições extremas de temperatura, os reatores de fusão da Terra precisam compensar com temperaturas muito mais altas do que as do núcleo solar. Por isso, reatores como o EAST são um esforço extraordinário em engenharia e física, uma vez que controlam o plasma superaquecido usando campos magnéticos potentes.

A fusão nuclear é vista como uma fonte de energia limpa e quase ilimitada. Ela poderia ser a chave para resolver questões globais de geração de energia sem a emissão de gases de efeito estufa ou grandes quantidades de resíduos nucleares. No entanto, a fusão nuclear ainda enfrenta grandes desafios.

Embora cientistas estejam trabalhando há mais de 70 anos para torná-la prática, os reatores de fusão, como o EAST, ainda consomem mais energia do que produzem. O “Sol artificial” da China, por exemplo, embora tenha quebrado o recorde de tempo de confinamento de plasma, ainda precisa de mais avanços para ser uma solução de energia autossustentável.

O sucesso recente do reator EAST foi possível graças a inovações significativas, como o aumento da potência do sistema de aquecimento. No entanto, a fusão nuclear como uma fonte prática de energia continua a exigir mais tempo e mais trabalho. Os reatores de fusão, como o EAST, são chamados de “sols artificiais” porque buscam criar condições semelhantes às do Sol para gerar energia, um desafio técnico complexo que exige mais progresso para garantir uma operação estável e eficiente.

O papel da China e da colaboração internacional na fusão nuclear

Embora o marco do EAST seja um grande passo para a China, ele também é um avanço importante para a ciência global, especialmente para projetos como o Reator Termonuclear Experimental Internacional (ITER), em construção no sul da França. O ITER reúne esforços de dezenas de países, incluindo os EUA, Reino Unido e Japão.

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Quando estiver concluído, o ITER será o maior experimento em fusão nuclear já realizado, e sua entrada em operação está prevista para 2039. Esse reator pode ser a chave para abrir o caminho para reatores de fusão comerciais, fornecendo uma fonte de energia limpa e praticamente ilimitada.

A colaboração internacional, como exemplificado no ITER, é essencial para o sucesso da fusão nuclear. A China, com seu reator EAST, está contribuindo significativamente para essa rede global de pesquisa em fusão nuclear, permitindo que os avanços no “Sol artificial” e outros reatores possam ser compartilhados, melhorando a tecnologia e acelerando os progressos.

A cooperação científica internacional é vital para tornar a energia de fusão uma realidade, especialmente diante da crescente crise climática e da urgência em encontrar fontes de energia sustentáveis.

“Sol artificial” da China e a fusão nuclear são a energia do futuro

O sucesso do reator EAST e o recente recorde quebrado pelo “Sol artificial” da China representam um grande passo no caminho para a fusão nuclear como uma fonte de energia prática.

A fusão nuclear pode resolver muitos dos problemas energéticos do mundo, oferecendo uma alternativa limpa, eficiente e quase ilimitada às fontes de energia convencionais. Embora ainda falte muito para alcançar a operação estável e autossustentada da fusão, o trabalho em projetos como o EAST e o ITER continua a avançar.

Enquanto isso, o “Sol artificial” da China continua sendo um dos reatores de fusão mais avançados do mundo, e os esforços dos cientistas e engenheiros chineses são fundamentais para o progresso global na fusão nuclear. O foco continua sendo alcançar a ignição, que é o ponto em que o reator de fusão gera mais energia do que consome, algo ainda não alcançado.

Porém, com o tempo, reatores como o EAST, em conjunto com projetos internacionais como o ITER, podem se tornar a base para a geração de energia de fusão no futuro, fornecendo uma solução limpa e abundante para o mundo.

Andriely Medeiros

Ensino superior em andamento. Escreve sobre Petróleo, Gás, Energia e temas relacionados para o PetroSolGas.

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