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Potência emergente: A China se destaca na indústria renovável sem fazer barulho

A China tem se tornado uma potência emergente na indústria de energia renovável, conquistando destaque mundial sem fazer muito barulho. Enquanto o país asiático ganha notoriedade por sua expansão econômica e sua influência geopolítica, seu rápido crescimento no setor de energia limpa tem passado relativamente despercebido. No entanto, os números revelam uma realidade impressionante e digna de atenção.

China lidera o caminho na adoção de tecnologias limpas

Liderando o caminho na adoção de tecnologias limpas, a China está no rumo de dobrar sua capacidade de energia eólica e solar, atingindo suas metas de energia limpa para 2030 cinco anos antes do previsto, de acordo com um novo relatório da organização sem fins lucrativos Global Energy Monitor. A expectativa é que o país produza 1.200 gigawatts de energia solar e eólica até 2025, caso todos os projetos em andamento sejam concluídos.

A China já possui uma capacidade solar maior do que o resto do mundo combinado. Sua capacidade eólica onshore e offshore dobrou desde 2017 e é aproximadamente igual à capacidade combinada dos outros sete principais países do setor. Esse crescimento impressionante é resultado de uma combinação de incentivos e regulamentações implementadas pelo governo chinês, que prometeu tornar-se neutro em carbono até 2060.

Dependência contínua do carvão

Embora a China seja atualmente o maior produtor mundial de poluição proveniente do carvão, é importante ressaltar que o país está aumentando sua produção de energia limpa de forma acelerada. A expansão da energia renovável na China é um sinal positivo para o futuro sustentável do país e para o combate às mudanças climáticas.

No entanto, a dependência contínua do carvão representa um desafio significativo para as metas globais de energia verde. Apesar dos avanços no setor de energia renovável, a China ainda precisa fazer avanços mais ousados em armazenamento de energia e tecnologias verdes para garantir um futuro energético seguro. Martin Weil, pesquisador do Global Energy Monitor, destaca que o país precisa abandonar seu hábito de carvão e investir em soluções mais sustentáveis.

China: O maior investidor global em energias renováveis

A China está expandindo rapidamente sua implantação de energia renovável e se tornou o maior investidor global em energias renováveis. Seu baixo custo relativo em comparação com a energia do carvão está impulsionando essa transição. A capacidade da China de construir e implantar energia renovável local e competitiva em velocidade e escala desafia a viabilidade econômica de novos projetos de carvão no futuro.

Em maio deste ano, a capacidade instalada de energia solar fotovoltaica da China atingiu 450 gigawatts, um crescimento anual de 38,4%. A capacidade instalada de energia renovável do país alcançou 2,67 terawatts, com a energia eólica representando 380 gigawatts. Esses números impressionantes mostram o comprometimento e o sucesso da China na transição para uma matriz energética mais limpa.

Aumento nos investimentos de geração de energia solar

Com um aumento de 140,3% nos investimentos em geração fotovoltaica nos primeiros cinco meses de 2023, as principais empresas chinesas estão impulsionando ainda mais o crescimento do setor. O país concentra a maior parte da indústria de equipamentos de energia solar do mundo, consolidando sua posição como líder global na produção e instalação de painéis solares.

A ascensão da China na indústria de energia renovável não pode mais ser ignorada. Enquanto o país avança rumo à sua meta de neutralidade de carbono, o restante do mundo precisa acompanhar o ritmo acelerado de crescimento e inovação da China. A cooperação internacional e a troca de conhecimentos e tecnologias são fundamentais para impulsionar a transição global para uma economia de energia limpa e combater as mudanças climáticas.

O importante papel chinês na eletrificação da economia mundial

A China está desempenhando um papel crucial na eletrificação da economia mundial, oferecendo produtos altamente demandados para a transição energética. Seu controle sobre as cadeias de fornecimento e refino de matérias-primas usadas na fabricação de baterias para veículos elétricos é inquestionável.

Com quase 60% das reservas mundiais de metais raros e importando quase 98% desses metais para a União Europeia, a China se tornou o ator mais importante nesse setor. Sua influência é comparável à da OPEP+ no mercado de petróleo internacional.

Marcelo Santos

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