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A economia brasileira se manteve estável e cresceu 0,1% no terceiro trimestre do ano, na comparação com o trimestre anterior. Os dados foram divulgados na terça-feira (5) pelo IBGE. Segundo a economista Cristina Helena de Mello, diretora da área de Sucesso Docente e Discente da ESPM, havia uma previsão muito pessimista do mercado financeiro para o desempenho do PIB. A especialista alerta que embora o PIB se mantenha estável, são necessárias mudanças urgentes para a política econômica.
O dado divulgado é contraditório em relação ao mercado financeiro, pois ele aponta que as previsões estavam excessivamente negativas. “No meu ponto de vista isso mostra uma relativa miopia na compreensão do fenômeno econômico e das suas interações. Há pontos de atenção importantes a se observar: aspectos positivos que se constituem em impulsionadores de crescimento são o arcabouço fiscal, o compromisso em tentar manter o equilíbrio fiscal anunciado, e a aprovação de uma reforma tributária. Tudo isso mostra uma habilidade política do atual governo de construir cenários mais estruturados e com regras direcionadas a uma competição justa e com crescimento econômico”, destaca Mello.
A especialista vê os fatores externos como a guerra entre Ucrânia e Rússia, os conflitos no Oriente Médio e o desafio climático, demandantes de muita atenção. “Estes conflitos e esse cenário internacional impactam em setores críticos para o país como o agronegócio e a indústria extrativa. Esta, não internaliza ciclos de crescimento e representa uma ameaça ao equilíbrio climático e à sustentabilidade ambiental. Já a indústria de transformação vem performando mal, o que preocupa bastante. É um setor capaz de agregar valor e impulsionar o desenvolvimento. Em especial o setor de máquinas e equipamentos vem apresentando resultados que reforçam expectativas pessimistas para o ano de 2024”.
“Carecemos de uma visão estratégica de inserção brasileira no mercado global. Isso permitiria um ritmo de crescimento de longo prazo orientado por metas. Além da ausência de um projeto e planejamento de longo prazo, temos problemas de instrumentos e política econômica de curto prazo. Avançamos com relação à política fiscal e tributária. Mas, o governo deve olhar para política monetária como mais uma peça nesse arsenal de armas para alcançar crescimento e condições econômicas específicas. Essa política monetária com títulos pós-fixados é um equívoco, porque não tem um impacto sobre a estrutura e o balanço patrimonial dos bancos e com isso perde a efetividade”, diz.
A economista ressalta que precisamos discutir a forma como fazemos o controle da inflação. Não se trata de discutir se teremos ou não metas inflacionárias, pois devemos ser incansáveis no controle da inflação e estabilidade de preços. Mas, precisamos replicar práticas internacionais que aplicam o regime de metas e conseguem a estabilidade de preços com taxas de juros mais baixas, pois atuam com títulos pré-fixados e, portanto, com maior eficiência.
“Combinado a esta reflexão sobre a política monetária, podemos também rever a estrutura de negociação de títulos da dívida pública brasileira, trazendo maior simetria nas negociações. Teremos um enorme desafio para 2024! O Mundo muda com velocidade acelerada, o mercado mudou, nós mudamos com a pandemia e em política econômica continuamos atuando da mesma forma que fazíamos antes, com os mesmos debates, as mesmas práticas, os mesmos tempos. Precisamos nos adaptar e antecipar as transformações deste tempo.”, conclui.
A ESPM é uma escola de negócios inovadora, referência brasileira no ensino superior nas áreas de Comunicação, Marketing, Consumo, Administração, Economia Criativa e Tecnologia. Seus 12 600 alunos dos cursos de graduação e de pós-graduação e mais de 1 100 funcionários estão distribuídos em cinco campi — dois em São Paulo, um no Rio de Janeiro, um em Porto Alegre e um em Florianópolis. O lifelong learning, aprendizagem ao longo da vida profissional, o ensino de excelência e o foco no mercado são as bases da ESPM.
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