Foto: Petrobras/Divulgação
A Petrobras está dando grandes passos no desenvolvimento da energia eólica offshore no Brasil. Com um investimento de R$ 11,3 milhões, financiado através do incentivo em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Aneel, a empresa iniciou testes com o Bravo 2.0, um novo e avançado equipamento de medição de ventos.
O Bravo 2.0 é uma boia remota de avaliação de ventos offshore, desenvolvida como uma evolução do modelo lançado no ano anterior. Pesa impressionantes 7 toneladas e mede 4 metros de diâmetro por 4 metros de altura. Este gigante dos mares é alimentado por módulos de energia solar fotovoltaica, garantindo uma operação sustentável e eficiente.
A campanha de testes e medições está sendo realizada a 20 km da costa do Rio Grande do Norte e se estenderá até março de 2024. Durante este período, o Bravo 2.0 coletará dados cruciais sobre a velocidade e direção do vento, além de variáveis meteorológicas e oceanográficas.
Uma das grandes inovações do Bravo 2.0 é o seu algoritmo exclusivo, desenvolvido especificamente para o projeto. Ele consegue corrigir as informações coletadas, ajustando-as em função das variações de posição causadas pelas ondulações do mar e correntes marinhas. Essa funcionalidade garante que os dados sejam extremamente precisos e confiáveis.
Além disso, o equipamento agora comporta dois sensores Lidar, ao invés de um, dobrando a capacidade de coleta de dados. Esses dados são transmitidos para um servidor em nuvem via comunicação por satélite, de onde serão posteriormente analisados.
O Bravo é uma tecnologia totalmente nacional, desenvolvida pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes), em colaboração com os Institutos Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) e Sistemas Embarcados (ISI-SE). Essa parceria ressalta o compromisso do Brasil com o avanço das energias renováveis e a independência tecnológica.
Segundo Elbia Gannoum, presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), o potencial brasileiro para geração de energia eólica offshore é “praticamente infinito”. Este tipo de energia é visto como essencial para diversificar a matriz elétrica do país, reduzindo a dependência de uma única fonte.
Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) sugere que o Brasil poderia gerar até 700 GW de energia eólica offshore, considerando apenas áreas com até 50 metros de profundidade. Atualmente, o país possui 170 GW instalados em diversas fontes de energia.
Embora o potencial seja imenso, existem desafios e considerações ambientais a serem considerados. Regiões oceânicas têm múltiplos usos, e é essencial respeitar rotas marítimas e obter licenças ambientais para prevenir danos às áreas de instalação.
Segundo Segen Estefen, professor da UFRJ, existem regiões sensíveis na costa brasileira que devem ser evitadas para prevenir conflitos com a produção de petróleo e para proteger ecossistemas marinhos delicados.
Em um esforço contínuo para incentivar a energia eólica offshore no Brasil, a Petrobras tem seu olhar voltado, principalmente, para o Nordeste. Dos 10 projetos de energia eólica offshore que a estatal planeja licenciar junto ao Ibama, sete estão localizados nesta região. Esta movimentação destaca ainda mais o Nordeste como potencial nova fronteira energética do país.
Dentre os locais de interesse da Petrobras no Nordeste, estão áreas consideráveis em estados como Maranhão, Rio Grande do Norte e Ceará. No Maranhão, a estatal tem seu olho em uma vasta área de 817 quilômetros quadrados ao longo da costa. Já no Rio Grande do Norte, o foco se dá na região da Margem Equatorial, onde a Petrobras antecipa parques eólicos com uma capacidade instalada impressionante, que chega a somar 7,4 gigawatts (GW).
Apesar do foco no Nordeste, a Petrobras também tem interesse em explorar a energia eólica offshore em outras regiões do país. Os três projetos restantes, dos dez que a empresa planeja licenciar, estão espalhados pelo Sudeste e Sul. Especificamente, as regiões do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul estão na mira da estatal. Estes projetos não são menos ambiciosos. O potencial total de geração dessas áreas nas três regiões é estimado em 23 GW.
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