Home INDÚSTRIA Petrobras inicia processamento de óleo de soja através de nova tecnologia de biorrefino na Refinaria de Petróleo Riograndense (RPR)

Petrobras inicia processamento de óleo de soja através de nova tecnologia de biorrefino na Refinaria de Petróleo Riograndense (RPR)

Presidente da Petrobras destaca que a empresa está realizando avanços ao produzir derivados de petróleo a partir do biorrefino de óleo vegetal.

by Andriely Medeiros
Presidente da Petrobras destaca que a empresa está realizando avanços ao produzir derivados de petróleo a partir do biorrefino de óleo vegetal.

A Petrobras anunciou recentemente que iniciou o processamento de 100% de óleo de soja na Refinaria de Petróleo Riograndense (RPR), graças a uma inovação tecnológica desenvolvida pelo Cenpes. Esse marco representa não apenas uma conquista técnica significativa, mas também um passo importante na transição energética. A Petrobras, em colaboração com empresas como Braskem e Ultra, está direcionando investimentos relevantes em biorrefino, visando um futuro mais sustentável e a liderança na revolução energética global. Com a nova tecnologia do Cenpes, a companhia está cada vez mais próxima dos seus objetivos.

Processamento de óleo de soja na RPR marca novo momento na história da Petrobras

A Petrobras chegou a um novo marco histórico com o início do processamento de 100% de óleo de soja na Refinaria de Petróleo Riograndense (RPR), situada na cidade de Rio Grande, RS. Esse feito foi possível graças a uma tecnologia revolucionária criada pelos especialistas do Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação (Cenpes) da própria estatal. Além disso, a conquista da petroleira não só simboliza um salto tecnológico, mas abre portas para a produção de insumos da indústria petroquímica e combustíveis renováveis, como propeno, combustíveis marítimos, GLP e bioaromáticos. 

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, destacou que a empresa está realizando avanços notáveis ao produzir derivados de petróleo a partir do biorrefino de óleo vegetal, reforçando que essa iniciativa representa uma fusão de inovação e transição energética com impactos positivos para o Brasil.

Ele também afirmou que a Petrobras está retomando sua posição de liderança em processos de transformação técnica, econômica e social com alcance global. O teste de processamento de óleo de soja foi viabilizado por um acordo de cooperação assinado em maio de 2023 entre empresas com participação na RPR, como Petrobras, Braskem e Ultra. Esse acordo permitiu o uso das instalações da refinaria para testar a tecnologia desenvolvida pelo Cenpes.

O teste começou na última semana de outubro, quando a RPR recebeu duas mil toneladas de óleo de soja. A refinaria fez uma parada para preparar a unidade de craqueamento catalítico fluido (FCC) de acordo com as instruções da tecnologia do Cenpes. Agora, em 1º de novembro, o processamento da carga 100% renovável foi iniciado, comprovando a viabilidade da operação.

Estatal se prepara para novos testes de biorrefino de óleo de soja

Após o sucesso dos testes iniciais da tecnologia de biorrefino do óleo de soja na RPR, a companhia está programando em seu cronograma um segundo teste em junho de 2024, que envolverá o coprocessamento de carga mineral com bio-óleo. Isso resultará na produção de propeno, diesel e gasolina, todos com conteúdo renovável, conforme anunciado pela Petrobras. A companhia está investindo cerca de R$ 45 milhões para viabilizar o desenvolvimento do processamento de carga renovável.

Este investimento está alinhado com as cláusulas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Felipe Jorge, diretor-superintendente da RPR, enfatiza o biorrefino como uma estratégia de transição efetiva para o futuro, reforçando que a petroleira está se movimentando para atender às necessidades do mercado atual, incluindo o óleo de soja.

Já Roberto Bischoff, CEO da Braskem, destaca o compromisso da empresa com a transição energética e o desenvolvimento de novos produtos e processos que tenham origem em fontes renováveis. Por fim, Marcelo Araújo, que atua como diretor-executivo corporativo e de participações na Ultrapar, aponta o enorme potencial da bioindústria no Brasil e diz que a companhia seguirá na corrida pelo biorrefino. Dessa forma, com os investimentos em tecnologia de biorrefino e as colaborações estratégicas, o Brasil está posicionado para desempenhar um papel essencial na revolução energética.

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