Foto: The Veerge
Cientistas não param de buscar novas formas de produzir energia sustentável. Uma das mais populares atualmente é a energia solar, que apesar de trazer grandes benefícios para o meio ambiente, ainda não é tão acessível para pessoas de baixa renda, desafio que aparentemente pesquisadores do Ceará encontraram uma solução: a casca da castanha de caju. De acordo com uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Ceará (UFC), o líquido da casca conta com substâncias capazes de revestir os painéis de energia solar e captar a energia, transformando-a em energia térmica, em vez de gerar propriamente eletricidade.
A energia solar térmica tem ganhado espaço em diversas pesquisas e com ótimos resultados, podendo ser utilizada em equipamentos que utilizam motores elétricos como fonte de calor.
Esses propulsores podem ser substituídos por um sistema solar térmico, como uma fonte de calor alternativa. Sistemas de dessalinização, refrigeradores e até sistemas de aquecimento de líquidos podem utilizar essa tecnologia desenvolvida no Ceará para funcionarem. Com bastante presença na natureza, essa substância presente na casca do caju possui eficiência superior em relação aos outros materiais utilizados nos sistemas fotovoltaicos.
Caso seja utilizada em escala industrial, a tecnologia pode tornar a produção de placas de energia solar mais baratas, o que deve impactar positivamente no preço final.
De acordo com estudo da UFC, o estado do Ceará produz cerca de 360 mil toneladas de castanhas por ano. Dessa produção, cerca de 45 mil toneladas do líquido de casca de caju anualmente. Os pesquisadores explicam que estes números só são possíveis porque 12 indústrias da fruta que operam no país estão presentes no estado.
O Integrante da equipe de cientistas do Ceará, professor Diego Pinho, doutorando em engenharia e ciências dos materiais, explicou que há duas formas de aproveitar a energia solar: por meio do sistema fotovoltaico e do térmico.
O foco da atuação com a casca do caju é voltada para a energia solar térmica, utilizando coletores solares de placa plana, trata-se de um transmissor de calor que transforma a radiação em energia térmica.
De acordo com o professor, o principal componente do coletor solar de placa plana é a superfície absorvedora, onde será depositado o novo elemento. Sendo assim, de maneira mais simplificada, a superfície seletiva, desenvolvida com o material da casca de caju, absorve a radiação e gera o aquecimento de um fluido, que pode ser a água ou óleo, por exemplo.
O cientista explica que o líquido da casca da castanha-de-caju (LCC) é uma alternativa ao coletor utilizado atualmente, revestido com óxido de titânio.
O motivo principal do estudo ser realizado foi encontrar um produto de baixo custo para que as superfícies existentes, que possuem um alto custo, fossem substituídas. Além disso, o resíduo da indústria de caju, produto de origem regional e que seria descartado, agora terá um destino mais sustentável.
De acordo com o professor, uma das formas de extração do LCC envolve o aquecimento das amêndoas, durante o processo nas indústrias. O que explica a escolha da casca do caju, foi ter atingido valores de temperatura muito semelhantes com as superfícies que são comercializadas.
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