ECONOMIA

Parte da energia renovável que ninguém conta: painéis solares começam a se aposentar em 2030, e cobrirão 3.000 campos de futebol de “lixo”

Startups voltadas para a reciclagem de painéis fotovoltaicos solares aposentados já surgiram nos Estados Unidos para suprir a demanda das placas aposentadas. Uma das marcas de referência em Texas é SolarCycle.  A SolarCycle separa os painéis das molduras de alumínio e das caixas elétricas e os alimenta em máquinas que separam o vidro dos materiais laminados que ajudaram a gerar eletricidade a partir da luz do sol por cerca de um quarto de século.

Em seguida, os painéis são moídos, triturados e submetidos a um processo patenteado que extrai os materiais valiosos – principalmente prata, cobre e silício cristalino. Esses componentes serão vendidos, assim como o alumínio e o vidro de menor valor, que podem até acabar na próxima geração de painéis solares. Esta foi uma forma de deixar o ciclo de matéria-prima mais sustentável. Afinal, somente nos Estados Unidos, os painéis que devem se aposentar até 2030 deverão cobrir cerca de 3 mil campos de futebol.

Este processo oferece um vislumbre do que poderia acontecer com um aumento esperado de painéis solares aposentados, que serão transmitidos de uma indústria que representa a fonte de energia que mais cresce nos EUA. Hoje, a maioria deles terminam em aterros, porque essa opção custa uma fração do que se pagaria para reciclá-los.

Reutilizar painéis degradados, mas ainda funcionais, é uma opção repensada por muitas empresas. Milhões desses painéis acabam em países em desenvolvimento, enquanto outros são reutilizados mais perto de casa. Por exemplo, a SolarCycle está construindo uma usina de energia para sua fábrica no Texas que usa módulos reformados.

A perspectiva de um futuro em excesso no volume de painéis vencidos está estimulando esforços de um punhado de recicladores solares para resolver uma incompatibilidade entre o atual acúmulo de capacidade de energia renovável por concessionárias, cidades e empresas privadas – milhões de painéis são instalados globalmente todos os anos, no entanto, a vida útil é de até 30 anos, apenas.

Estados Unidos investe massivamente na redução de alíquotas sobre painéis fotovoltaicos e energia solar para residências

Espera-se que a capacidade solar em todos os segmentos nos EUA aumente  21% ao ano de 2023 a 2027, de acordo com o último relatório trimestral da Solar Energy Industries Association e da empresa de consultoria Wood Mackenzie. O aumento esperado será auxiliado pela histórica Lei de Redução da Inflação de 2022, que, entre outros apoios à energia renovável, fornecerá um crédito fiscal de 30% para instalações solares residenciais.

A área coberta por painéis solares instalados nos EUA a partir de 2021 e que devem ser desativadas até 2030 cobriria cerca de 3.000 campos de futebol americano, de acordo com uma estimativa do NREL. “É um grande desperdício”, afirma Taylor Curtis, analista jurídico e regulatório do laboratório. Apesar disso, a taxa de reciclagem do setor, de menos de 10%, fica muito atrás das previsões otimistas para o crescimento do setor.

Estima-se que, até 2050, o valor recuperado apenas com a reciclagem de painéis solares de energia seja de US$ 15 bilhões, com conversão direta sendo de R$ 78 bilhões! As matérias-primas tecnicamente recuperáveis ​​de painéis fotovoltaicos globalmente podem valer cumulativamente US$ 450 milhões até 2030, segundo o relatório, quase igual ao custo das matérias-primas necessárias para produzir cerca de 60 milhões de novos painéis, ou 18 gigawatts de potência.

Materiais alternativas ao sicílio

Um estudo recente produzido nos Estados Unidos mostrou que outros materiais poderão ser utilizados, em breve, para a produção de painéis fotovoltaicos para produção de energia solar, um deles é a perovskita, um material mineral que é transparente e consegue absorver maiores quantidades de raios UV. No entanto, vem sendo testado, afinal, é instável em determinados tipos de ambientes e exposições. Além disso, muitos cientistas cogitam utilizar algas marinhas para produção de O2 e energia, afinal, elas poderiam utilizar o dióxido de carbono presente no ambiente para realizar o processo de fotossíntese.

 

Daiane

Jornalista e redatora SEO com vasta experiência em diferentes empresas: Receitinhas, Yooper, Marfin, Petrosolgas, Diário Prime, Superprof, Tec Mobile, Hora de Codar e muito mais!

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