A BVT e a multinacional Total Energies estão realizando um estudo para reduzir os riscos provocados pelo uso da amônia para a produção de combustíveis marítimos. A amônia é, em grande parte, liberada pela urina de peixes e outros animais presentes no meio aquático. Um dos objetivos do estudo é entender sobre as melhores formas de prevenir possíveis vazamentos dentro dos navios, visto que este componente químico é altamente tóxico para os seres humanos. Por isso, avaliar os riscos que os passageiros e a tripulação no geral poderiam estar correndo ao fazer o uso deste novo tipo de combustível é crucial. Dessa forma, poderiam reduzir os cursos e melhorar a aplicação do fornecimento de amônia para o meio de transporte naval petroleiro.
Atualmente, a Amônia é um dos combustíveis que mais chamam a atenção pela diminuição da emissão de dióxido de carbono sobre o meio ambiente. No entanto, vem apresentando vários desafios no campo naval, visto que é um produto altamente tóxico para os seres humanos, tanto que o corpo sequer a produz, o corpo humano produz um ácido semelhante a ela na urina.
A BVT anunciou que, uma das formas utilizadas pelas empresas parceiras a fim de desenvolver o estudo vem sendo a Nota de Regra NR 671, que foi utilizada como diretriz dado o seu foco sobre o que fazer em caso de vazamento de amônia e os requisitos de eliminação de vapor a bordo. O GNL poderia ser utilizado nos navios a fim de reagir com a amônia em caso de vazamentos e reduzir exponencialmente os custos e danos.
O explicado pela pesquisa mostra que o gás consegue se tornar tóxico apenas quando supera o teto de 50.000 partes por milhão (ppm), mas a sua quantidade necessária para reação com a amônia é bem menor, sendo de apenas 330 ppm.
Total Energies: O ramo offshore será o mais privilegiado com o uso da amônia
Laurent Leblanc, vice-presidente sênior de técnicas e operações do Bureau Veritas Marine & Offshore, afirmou a importância de mais testes serem realizados pela empresa a fim de conseguir entender sobre a eficácia do uso da amônio para a produção de combustíveis e a possibilidade de tornar a emissão de carbono zero no meio ambiente.
Segundo ele, arranjos de abastecimento serão criados a fim de automatizar os processos e garantir que as empresas atuarão com estoques do produto e não terão a sua logística prejudicada. Testes adicionais serão realizados como forma de entender sobre o vazamento e o que deve ser feito em cada um dos casos. E, assim sendo, melhorar a segurança dos trabalhadores quando o combustível ser efetivamente utilizado pela indústria.