Líder em construção naval, plataformas e manutenção, o Navalshore é um dos maiores eventos de indústria naval da América Latina, sendo a principal plataforma do nicho. Só nos dois primeiros dias da convenção, o evento oficial desse ano do Navalshore contará com quatro blocos. No primeiro dia do evento, 16 de agosto, o primeiro bloco será direcionado ao futuro da indústria naval brasileira, intitulada de “Cenários da indústria naval e offshore”.
Dentro desse bloco, irão participar pessoas importantes, que representam algumas entidades empresariais do setor e do poder público também – Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (ABEAM), Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (SYNDARMA), Coordenadoria Geral de Projetos dos Fundos de Infraestrutura – Ministério da Infraestrutura, Sindicato da Indústria de Construção Naval do Estado do Pará (SINCONAPA), e também o Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (SINAVAL).
Primeiro dia da Navalshore e programas da indústria naval em debate
Ainda no primeiro dia da convenção da Navalshore, no segundo bloco, será dedicado aos programas da indústria naval, construção da Marinha do Brasil, intitulada de “Programas de renovação e ampliação dos meios navais da Marinha do Brasil”.
A Diretoria Geral do Material da Marinha, a SPE Águas Azuis e a Câmara Setorial de Equipamentos Navais, Offshore e Onshore – CSEN/ABIMAQ farão a atualização das informações em relação aos projetos e de parcerias entre os fornecedores e a Força Naval.
Segundo dia – Navalshore
No segundo dia do evento Navalshore, dia 17 de agosto, o primeiro bloco será sobre o tema “Eólicas offshore – perspectivas e oportunidades para a indústria naval e offshore”.
Os projetos já em funcionamento, os estágios de licenciamento, os obstáculos a serem remediados pelos investimentos e as oportunidades para a indústria naval vão ser debatidos pela Associação Brasileira de Eólicas Marítimas – ABEMAR, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, DNV e Estaleiro9 Atlântico Sul – EAS.
No segundo bloco, do segundo dia da Navalshore, a discussão acerca da “Descarbonização da indústria marítima”, finalizará a programação da Navalshore.
Sendo um dos assuntos de suma importância para a indústria marítima mundial, o bloco contará com a participação da Kongsberg Maritime do Brasil, Wartsila e da Secretaria Executiva da Comissão Coordenadora dos Assuntos da IMO (Sec-IMO) – Assessoria para Atividades Marítimas Internacionais (DPC-013) – Diretoria de Portos e Costas.
O setor da indústria naval no Brasil
A construção naval, ou indústria naval, é uma atividade que se baseia na construção de unidades operacionais navais, tais como reparo e manutenção. A indústria naval brasileira está presente desde meados coloniais, onde foram construídos os estaleiros, tanto para reparo de embarcações como para construção e projeto.
A posição geográfica da colônia em relação à rota da Índia, foi um fator crucial para o mesmo, fora a grande disponibilidade de madeira de ótima qualidade. Os primeiros barcos fabricados, de modelo europeu, foram dois bergantins, confeccionados no Rio de Janeiro, lá em 1531.
Tendo início a séculos atrás, hoje, a indústria naval teve uma evolução muito relevante no Brasil. Sendo um grande mercado, que apoia não só na geração de empregos, como também no fomento de outros mercados, tais como da indústria siderúrgica.
Durante o mandato de Juscelino Kubitschek, a indústria naval teve um rendimento alto, e em 1979, já empregava mais de 30 mil pessoas.