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Mineradora investirá R$ 1 bilhão na exploração de terras raras para turbinas eólicas e veículos elétricos em MG

A mineradora australiana Meteoric Resources NL anunciou um protocolo de intenções com o governo de Minas Gerais para um investimento significativo de cerca de R$ 1,2 bilhão na extração de argila iônica, pertencente ao grupo das terras raras, na cidade de Poços de Caldas (MG). Esse acordo marca um passo crucial para o Brasil se consolidar como um grande fornecedor de minerais estratégicos e impulsionar a tão necessária transição energética.

Minerais vitais para a era verde

As terras raras, componentes essenciais para a fabricação de turbinas eólicas e veículos elétricos, estão ganhando destaque à medida que a demanda por energias limpas cresce exponencialmente. A Agência Internacional de Energia (IEA) prevê um aumento de 40% na demanda por esses minerais nas próximas duas décadas. Atualmente, a República Democrática do Congo e a China dominam a produção global desses minerais, com 60% sendo provenientes desses países.

Projeto em poços de Caldas

Marcelo de Carvalho, diretor-executivo da mineradora Meteoric, afirmou que o projeto em Poços de Caldas em MG é “o maior projeto de terras raras do mundo”. Após 12 anos de estudos sobre a qualidade e quantidade das reservas, a mineradora acredita no alto potencial mercadológico do material. Surpreendentemente, este projeto é o único no mundo que se mantém viável mesmo com os preços atuais de terras raras fora da China, enfatizou Carvalho.

MG assume o papel de fornecedor estratégico

O governador de MG, Romeu Zema, vê o estado como um futuro grande fornecedor de minerais estratégicos, a exemplo do sucesso alcançado com o lítio no Vale do Jequitinhonha, também conhecido como Vale do Lítio.

Com as terras raras em Poços de Caldas e o lítio no Vale do Jequitinhonha, o estado está provando que é possível conciliar mineração com responsabilidade ambiental e social. A expectativa é que esses empreendimentos proporcionem não apenas avanços econômicos, mas também sustentáveis.

Brasil como um gigante mineral na era das terras raras

O Brasil é um país que possui uma das maiores reservas minerais do mundo, tornando-o um terreno fértil para a exploração de terras raras, também conhecidas como o “ouro do futuro”. Embora sejam minerais de difícil extração, o país possui abundantes depósitos, ficando atrás apenas da China em termos de capacidade de extração.

As características únicas das terras raras, como a condução de calor e eletricidade, magnetismo e emissão de luz, fazem delas componentes vitais para a produção de tecnologias modernas, incluindo celulares, veículos elétricos e geração de energia verde.

Demanda global aumenta interesse nas terras raras

Apesar do grande potencial, a exploração de terras raras no Brasil ainda enfrenta desafios. O desinteresse do governo e da indústria nacional em investir nesses minerais estratégicos limitou o crescimento. Contudo, o aumento da demanda global tem estimulado um maior interesse de investimento nesse segmento.

A Agência Nacional de Mineração (ANM) registrou um aumento de 70% nos pedidos de pesquisa em dois anos, atingindo 155 pedidos em 2022. Apesar disso, a produção brasileira ainda é consideravelmente baixa, com apenas 500 toneladas produzidas no ano passado.

A grande reserva nacional e os riscos ambientais

O Brasil detém a terceira maior reserva de terras raras no mundo, com 21 milhões de toneladas, ao lado da Rússia. Embora essa seja uma conquista significativa, a China lidera com folga, possuindo 44 milhões de toneladas, seguida pelo Vietnã com 22 milhões de toneladas. Esses minerais preciosos são encontrados em várias regiões do Brasil, incluindo a Amazônia, Goiás, Tocantins, Minas Gerais e os litorais do Norte e Nordeste.

Quanto aos riscos ambientais do investimento na exploração, a ANM enfatiza que a mineração de terras raras não difere das atividades minerais tradicionais em termos de riscos. Desde que as empresas concessionárias sigam as normas reguladoras de mineração e os protocolos ambientais estabelecidos, os riscos podem ser minimizados, tornando a atividade sustentável e alinhada às diretrizes técnicas e ambientais.

Marcelo Santos

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