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Metade da produção nacional de gás natural retornou aos poços de petróleo brasileiro em 2022

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), cerca de 25 bilhões de metros cúbicos de gás natural, representando 50% da produção anual, voltou aos poços de petróleo em 2022. A taxa de reinjeção mensal atingiu o maior patamar da série histórica em novembro: 51,4% da produção, ultrapassou os 50% mais duas vezes em maio (51%) e em outubro (51%).

No Brasil, cerca de 85% do gás natural produzido está associado ao petróleo, e para a produção de petróleo as empresas precisam extrair o gás natural, as petroleiras ficam com duas opções: comercializar o gás ou reinjetá-lo.

Reinjeção de gás natural

A reinjeção de gás é uma estratégia utilizada pelas petroleiras para aumentar a pressão e, assim, conseguir extrair mais petróleo dos poços, como a produção brasileira da commodity costuma estar associada à extração de petróleo, o insumo é muitas vezes reintroduzido. Na ausência de infraestrutura de transporte, essa medida evita que a substância seja queimada, liberando mais poluentes na atmosfera, no entanto, impede a exploração de todo o potencial do produto em terra firme.

O diretor de Estratégia e Mercado da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Natural (Abegás), Marcelo Mendonça, aponta que uma reinjeção tão alta não é técnica, é comercial, porque assim o gás extraído não vai para o mercado. Ele segue dizendo que a taxa de reinjeção do insumo era de 35% em 2019 e seguiu crescendo o que aponta alguma coisa errada. Para ele, o caminho é viabilizar uma estrutura para colocar parte do gás que seria reinjetado no mercado.

Motivos justificam a reinjeção de gás

Alguns motivos justificam a reinjeção de gás natural, por exemplo, a falta de infraestrutura de escoamento torna mais viável retornar a produção já que a queima desse combustível tem restrições no Brasil e em diversos outros países por seus impactos ao meio ambiente.

A reinjeção do insumo também gera um aumento da produção de petróleo, esse é um segundo motivo para o uso da técnica. Por último, quando existe um alto teor de gás carbônico no insumo extraído dos campos a movimentação por dutos torna-se inviável, obrigando os produtores a realizar a reinjeção da produção.

Os campos e instalações

Os campos de maior produção do país, Tupi e Búzios, também apresentam os maiores índices de reinjeção, em 2022, a reinjeção mensal de Tupi variou de 42% a 48%, já no campo de Búzios foi reinjetado de 75% para 86% da produção. A Petrobras, operadora dos dois ativos, afirma que o gás natural produzido na Bacia de Santos tem alto teor de contaminantes. “No processo de remoção desses contaminantes, uma parcela significativa do gás produzido deve necessariamente ser reinjetada”, afirmou a estatal.

O gás do campo de Búzios tem uma concentração de 23% de CO2, nesse caso, a estratégia é reinjetar total ou parcialmente o insumo. Já Tupi tem concentração inferior a 20%, com maior potencial de escoamento da produção para uso comercial.

Gasodutos

Existem duas rotas de escoamento da produção de gás natural do pré-sal: os gasodutos Rota 1 e Rota 2, eles ligam os campos às UPGNs (unidades de processamento de gás natural) em Caraguatatuba e Cabiúnas, essas estruturas desempenham um papel semelhante às refinarias de petróleo.

A Petrobras planeja o gasoduto Rota 3 para ampliar o escoamento da produção de gás, o duto desemboca no Polo Gaslub, a estrutura deve entrar em operação no próximo ano.

Segundo a Petrobras, se o gasoduto estivesse em operação em 2023, seria possível aumentar a oferta de gás natural em até 10 milhões de m³ por dia.

Até 2032, a estatal EPE (Empresa de Pesquisa Energética) estima que será necessário construir 1 novo gasoduto no pré-sal, para escoar a produção do bloco BC-M-33, denominado Pão de Açúcar e operado pela Norwegian Equinor.

Marcelo Santos

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