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O governo britânico aprovou nessa quarta-feira, 27, o desenvolvimento do Campo Rosebank, um colossal projeto de petróleo e gás no Mar do Norte, gerando controvérsia devido ao compromisso do Reino Unido com as energias fósseis e as preocupações ambientais. Este campo, com potencial para produzir 500 milhões de barris de petróleo, levanta questões sobre o cumprimento das metas de emissões zero até 2050, enquanto os críticos argumentam que grande parte do petróleo será exportada, minando a segurança energética do país e desafiando as promessas climáticas.
O governo britânico anunciou recentemente, a aprovação de um ambicioso projeto de exploração de petróleo e gás no Mar do Norte, chamado Campo Rosebank. Essa decisão levanta questões sobre o compromisso do Reino Unido com a produção de combustíveis fósseis em meio às preocupações crescentes com as mudanças climáticas. Localizado a noroeste das Ilhas Shetland, na Escócia, o Campo Rosebank é uma imensa reserva de petróleo e gás que, até agora, permaneceu inexplorada.
Com a maior parte de sua propriedade pertencente à empresa estatal norueguesa Equinor, esse campo possui um potencial significativo, estimado em 500 milhões de barris de petróleo. A decisão de avançar com o Rosebank não passou despercebida, já que suscitou preocupações sobre seu impacto nas metas climáticas do Reino Unido. O país havia prometido reduzir as emissões de carbono até 2050, e muitos argumentam que a exploração de novas reservas de combustíveis fósseis entra em conflito com essa promessa.
Um porta-voz da Autoridade de Transição do Mar do Norte defendeu a decisão, afirmando que ela foi tomada “levando em consideração as considerações de zero emissões durante todo o ciclo de vida do projeto”.
Isso significa que a produção deve ser equilibrada por reduções equivalentes de emissões de carbono em outras áreas. Já o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, expressou seu desejo de expandir o desenvolvimento de petróleo e gás no Mar do Norte e emitir centenas de novas licenças. Ele argumentou que essas reservas são essenciais para a segurança energética do Reino Unido e ajudarão a manter as contas sob controle.
Sunak enfatizou que, mesmo com a meta de emissões zero em 2050, uma parte substancial das necessidades energéticas do país continuará dependendo do petróleo e do gás. No entanto, essa afirmação é contestada por críticos que apontam que o Reino Unido exporta 80% de seu petróleo.
As críticas ao projeto Rosebank têm vindo de diversas frentes. Tessa Khan, diretora-executiva da organização de campanhas Uplift e advogada climática, argumenta que o campo não contribuirá significativamente para a redução das contas de combustível do Reino Unido. Ela alega que grande parte do petróleo será exportada e, posteriormente, vendida ao país a preços que beneficiarão a indústria de petróleo e gás.
Além disso, grupos climáticos também alertam que a continuação da produção de combustíveis fósseis por décadas ameaça os compromissos climáticos do Reino Unido. A Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou em 2021 que não deveriam existir novos campos de petróleo e gás se o mundo quisesse limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais, uma meta amplamente defendida pela comunidade científica.
Por outro lado, Claire Coutinho, ministra da segurança energética e zero emissões do Reino Unido, argumenta que a atividade no campo Rosebank trará empregos e ajudará o país a depender menos das importações de insumos energéticos. Ela defende a necessidade de ser “pragmático” na busca por soluções energéticas. Agora, o desenrolar deste projeto e suas consequências para as metas climáticas do país certamente continuarão sendo tema de debate e monitoramento.
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