Home INDÚSTRIA Marinha do Brasil quer melhorar o patrulhamento da Amazônia brasileira e abre nova licitação para construir navios patrulhamento

Marinha do Brasil quer melhorar o patrulhamento da Amazônia brasileira e abre nova licitação para construir navios patrulhamento

Novo programa da Marinha do Brasil deve fortalecer a segurança da Amazônia e combater atividades ilícitas na região.

by Marcelo Santos
Marinha do Brasil quer melhorar o patrulhamento da Amazônia brasileira e abre nova licitação para construir navios patrulhamento

Em busca de aprimorar o patrulhamento da região amazônica e combater as ameaças à soberania nacional, a Marinha do Brasil anunciou o lançamento de uma nova licitação para a construção de Navios de Vigilância Costeira. O programa estratégico, intitulado Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), tem como objetivo monitorar e proteger as Águas Interiores e Jurisdicionais Brasileiras, além de áreas internacionais sob a responsabilidade do país.

Marinha do Brasil busca aprimorar o patrulhamento da Amazônia

A Marinha do Brasil vem intensificando seus esforços para aprimorar o patrulhamento da Amazônia brasileira, reconhecendo a importância estratégica da região para a soberania nacional e a preservação do meio ambiente.

Conforme denúncias do ex-ministro da defesa, Aldo Rebelo, os órgãos municipais, estaduais e federais que atuam na área têm focado apenas em fiscalizar os moradores, causando o fechamento de muitas pequenas empresas locais. Esse cenário tem permitido que narcotraficantes assumam o papel do Estado e se tornem os maiores empregadores na região.

Marinha do Brasil lança Aviso de Chamamento no DOU

Diante da realidade preocupante da região amazônica, a Marinha do Brasil lançou um Aviso de Chamamento Público no Diário Oficial da União (DOU), solicitando propostas para o Programa Estratégico SisGAAz, Fase Rio de Janeiro.

O objetivo é construir Unidades de Vigilância Costeira, que serão fundamentais para monitorar e proteger as Águas Interiores, as Águas Jurisdicionais Brasileiras e as áreas internacionais sob a responsabilidade do país, garantindo a segurança e defesa da Amazônia Azul.

SisGAAz deve contribuir para a segurança nacional e preservação ambiental

O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) é um programa estratégico previsto no Plano Estratégico da Marinha 2040. Além de garantir a segurança e defesa da região amazônica, o SisGAAz tem como missão monitorar e proteger continuamente os recursos vivos e não vivos das águas brasileiras, portos, embarcações e infraestruturas. Dessa forma, busca enfrentar ameaças, emergências, desastres ambientais, hostilidades ou ilegalidades que possam comprometer o território nacional.

A iniciativa também visa contribuir para o desenvolvimento nacional, promovendo ações que assegurem a preservação do meio ambiente e a utilização sustentável dos recursos marinhos. Com os novos navios a Marinha poderá aprimorar a vigilância na região amazônica, combatendo atividades ilícitas e garantindo a proteção da biodiversidade única da Amazônia.

Investimento em navios de patrulhamento para reforçar a segurança

Para fortalecer ainda mais suas ações na região, a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) abriu uma licitação para reformas em um navio de pesquisa hidroceanográfico. Essa iniciativa procura melhorar os motores e realizar outras revisões que garantam a eficiência da embarcação no patrulhamento da Amazônia.

Com essas medidas estratégicas, a Marinha do Brasil visa combater o avanço das atividades ilícitas na região amazônica, reforçando seu compromisso com a segurança nacional e a preservação ambiental. Os novos investimentos em navios e infraestrutura representam um passo importante para garantir a proteção da Amazônia e promover o desenvolvimento sustentável do país.

Ministro de Minas e Energia apresenta programa de descarbonização da Amazônia ao G20

No seminário “Sustainable Mobility: Ethanol Talks”, realizado em Goa, na Índia, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, apresentou um ambicioso programa de descarbonização da Amazônia. O objetivo é reduzir drasticamente o uso de óleo diesel na produção de energia na região, substituindo-o por fontes renováveis e, assim, diminuindo a emissão de gases poluentes.

Silveira enfatizou a urgência da iniciativa, destacando que a região Norte do Brasil consome cerca de R$ 12 bilhões por ano apenas em óleo diesel para abastecer os sistemas isolados da Amazônia. A transição para uma matriz energética limpa se faz imperativa, e o governo brasileiro se comprometeu a promover essa mudança para o bem do planeta.

Compromisso com o meio ambiente

O ministro enfatizou que o programa de descarbonização da Amazônia será um dos maiores do mundo e demonstrará o comprometimento do Brasil com a luta contra as mudanças climáticas. A Amazônia, como um dos ecossistemas mais importantes do globo, precisa ser preservada e protegida, e a redução do uso de óleo diesel é uma peça fundamental nesse processo.

A partir de 1º de dezembro de 2023, o Brasil assumirá a presidência temporária do G20 e o ministro Silveira coordenará o grupo de trabalho de energia. A experiência brasileira com biocombustíveis, especialmente o etanol, despertou o interesse dos indianos, que atualmente lideram o grupo e buscam compreender as estratégias do país sul-americano nesse campo.

Veja também