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Maior navio de cruzeiro já construído no mundo acaba de ser inaugurado e já está gerando polêmica

Um ícone dos mares ou um monstro antiecológico? O Icon of the Seas, maior navio de cruzeiro do mundo, está causando agitação tanto pelo seu tamanho impressionante quanto pelo impacto ambiental que traz consigo. O navio está nas fases finais de preparação no estaleiro de Turku, na costa sudoeste da Finlândia.

Com mais de 250 mil toneladas e mais de 20 decks, este gigante dos mares é, indiscutivelmente, o maior navio de cruzeiro já construído no mundo. A embarcação, encomendada pela renomada transportadora Royal Caribbean, promete uma experiência de viagem luxuosa e inigualável, repleta de opções de entretenimento e lazer.

O maior navio de cruzeiro do mundo

O maior navio de cruzeiro do mundo está redefinindo os padrões da indústria de cruzeiros. Com suas sete piscinas deslumbrantes, parques aquáticos vibrantes e até mesmo uma pista de patinação no gelo, a embarcação é uma verdadeira maravilha flutuante.

Sua capacidade impressionante de acomodar quase 10 mil passageiros em cerca de vinte andares é uma demonstração do avanço tecnológico e da ambição da Royal Caribbean. Enquanto a empresa celebra a iminente retomada do setor de cruzeiros após os desafios impostos pela pandemia, surgem debates sobre os impactos ambientais do novo navio.

Maior, melhor… Mas a que custo?

O CEO da construtora naval Meyer Turku, Tim Meyer, orgulhosamente afirmou que o Icon of the Seas é, até o momento, o maior navio de cruzeiro do mundo. Seu tamanho e luxo são inegáveis, oferecendo aos passageiros mais de 40 restaurantes, parques aquáticos e até mesmo uma pista de obstáculos em altura. No entanto, sua grandiosidade não está isenta de consequências.

Novo navio desperta polêmica ambiental

O maior navio de cruzeiro do mundo também desperta preocupações significativas de ambientalistas e observadores atentos ao meio ambiente. Enquanto a indústria de cruzeiros saúda a volta dos passageiros aos seus navios em grande número, os críticos alertam para as consequências potencialmente devastadoras para o meio ambiente.

Os navios de cruzeiro são notórios por serem uma das formas mais poluentes de transporte, deixando um rastro de poluição marinha e atmosférica em seu caminho. Em 2022, navios de cruzeiro europeus emitiram 509 toneladas de óxidos de enxofre na atmosfera, uma quantidade que supera a emissão anual de um bilhão de carros.

Um equilíbrio delicado

Enquanto a Royal Caribbean orgulhosamente apresenta o “Icon of the Seas” como uma maravilha tecnológica e um avanço em eficiência energética, a escolha do combustível também está sendo avaliada criticamente.

O uso de gás natural liquefeito (GNL) é uma tentativa de reduzir as emissões em comparação com os combustíveis navais tradicionais. No entanto, o metano, componente predominante do GNL, é um poderoso gás de efeito estufa, levantando preocupações sobre vazamentos que podem agravar ainda mais as mudanças climáticas.

Um dilema entre o turismo de luxo e a responsabilidade ambiental

A inauguração iminente do “Icon of the Seas” coloca em foco o dilema entre a inovação, o turismo de luxo e a responsabilidade ambiental. Enquanto alguns especialistas argumentam que a eficiência energética dos mega navios é uma vantagem sobre frotas menores, outros alertam que o impacto ambiental geral continua sendo uma preocupação inegável.

O esforço para atrair mais passageiros e a busca por bater recordes de tamanho podem criar desafios logísticos e de infraestrutura em destinos menores e mais remotos.

Desafios e controvérsias da grandeza

Enquanto as estimativas da Cruise Lines International Association indicam um aumento de passageiros nos níveis pré-pandêmicos até 2023, o crescimento exponencial de navios maiores traz consigo diversos desafios logísticos.

Algumas localidades, como a cidade ártica de Longyearbyen, na Noruega, expressaram preocupações sobre a falta de infraestrutura para acomodar multidões tão grandes.

O aumento da capacidade de passageiros muitas vezes vem acompanhado de uma redução na proporção de tripulantes por passageiros, o que pode ser problemático em emergências.

Marcelo Santos

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