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Na última sexta-feira (31/5), a gigante dinamarquesa de transporte marítimo, Maersk, comunicou uma importante mudança na sua política de tarifas. A empresa anunciou a unificação de duas sobretaxas relacionadas ao bunker em uma única Taxa de Combustível Fóssil (FFF, em inglês). A partir de 1º de julho de 2024, todas as novas cotações contratuais com validade superior a três meses incluirão o FFF. Esta iniciativa visa simplificar os custos e se adaptar às futuras regulamentações que poderão exigir o uso de novos combustíveis.
Atualmente, o transporte marítimo utiliza duas sobretaxas distintas relacionadas ao combustível: o Fator de Ajuste de Bunker (BAF) e a Sobretaxa de Baixo Teor de Enxofre (LSS). A unificação dessas tarifas na Taxa de Combustível Fóssil visa não apenas simplificar a estrutura de custos, mas também preparar a empresa para as mudanças regulatórias iminentes.
Em seu comunicado aos clientes, a Maersk destaca a necessidade de repassar os custos de novos combustíveis aos consumidores, caso as regulamentações internacionais entrem em vigor. O setor de transporte marítimo é responsável por mais de 80% do volume de comércio mundial e contribui com quase 3% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE).
Com uma frota predominantemente movida a combustíveis fósseis, a indústria registrou um aumento de 20% nas suas emissões na última década. Para alinhar-se aos objetivos globais de redução do aquecimento global, será essencial transformar a matriz energética utilizada nas operações de frete marítimo.
A Organização Marítima Internacional (IMO) está discutindo um imposto global sobre emissões do frete marítimo, com a intenção de criar um fundo destinado a acelerar a adoção de combustíveis de baixo carbono. Este fundo ajudaria a compensar a significativa diferença de custos entre combustíveis fósseis e alternativas mais sustentáveis, como metanol ou amônia verdes.
De acordo com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), serão necessários investimentos anuais entre US$ 28 bilhões e US$ 90 bilhões até 2050 para descarbonizar o setor. Em fevereiro deste ano, a Maersk começou a operar o primeiro de seus 18 navios de grande capacidade movidos a metanol verde. Esta embarcação bicombustível pode utilizar metanol, biodiesel e bunker convencional, e está operando na rota comercial AE7, que conecta a Ásia à Europa.
A produção de metanol verde ainda não está em escala, e seu custo é mais elevado em comparação com os combustíveis convencionais, o que levou a Maersk a firmar contratos de fornecimento com produtores globais. Um desses contratos, com a empresa chinesa Goldwind, prevê a entrega de 500 mil toneladas de combustível de hidrogênio renovável até 2026.
Em março, a IMO esboçou uma estrutura possível para a implementação de uma política de zero emissões líquidas para navios. A próxima reunião, marcada para setembro de 2024, visa avançar no desenho do mecanismo de preços que deverá estar pronto até o ano seguinte.
Uma das propostas em discussão é estabelecer um valor fixo de US$ 150 por tonelada de gases de efeito estufa emitidos, incentivando a adoção de combustíveis alternativos como amônia, biodiesel, verde e azul, e-metanol, gás natural liquefeito (GNL), biometano e e-metano, biometanol.
A decisão da Maersk de unificar as sobretaxas de combustível e introduzir a Taxa de Combustível Fóssil é um passo significativo para enfrentar os desafios ambientais e regulatórios que o setor de transporte marítimo enfrenta. Com a implementação de novas políticas e investimentos em tecnologias sustentáveis, a Maersk busca não apenas cumprir com as futuras regulamentações, mas também liderar a indústria rumo a um futuro mais sustentável e de baixo carbono.
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