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A gigante francesa de energia EDF (Électricité de France) concretizou a compra de todas as atividades nucleares da General Electric (GE) na França. O anúncio oficial foi feito pelo Presidente Emmanuel Macron, marcando o fim de um longo processo de negociações iniciado há dois anos. A partir de 31 de maio, a EDF assumiu formalmente as operações nucleares da GE, incluindo a manutenção e fabricação das renomadas turbinas Arabelle.
O comunicado oficial destaca: “Neste dia 31 de maio, a EDF assume oficialmente as atividades nucleares da General Electric, em particular as atividades de manutenção e fabricação das turbinas Arabelle.” As turbinas Arabelle são cruciais para o funcionamento das usinas nucleares, sendo um ponto central nesta transação.
As negociações para a aquisição começaram há dois anos, quando a EDF e a GE anunciaram, em fevereiro de 2022, um acordo de exclusividade para discutir a compra da GE Steam Power, o braço nuclear da General Electric. O Presidente Macron, a partir de Belfort, havia declarado a intenção de relançar um amplo programa nuclear francês, reforçando a importância da energia nuclear para a soberania energética do país.
“Os acordos celebrados garantem a sustentabilidade desta atividade, que é um verdadeiro motivo de orgulho francês,” afirmou Macron, enfatizando a relevância estratégica e econômica da transação. A operação, porém, enfrentou desafios geopolíticos, especialmente devido à presença da empresa russa Rosatom entre os clientes das atividades nucleares da GE, o que inicialmente gerou preocupações nos Estados Unidos.
Macron esclareceu que todos os obstáculos geopolíticos foram superados: “Confirmo que todos estes problemas estavam sobre a mesa e que foram resolvidos. Não vou trair os segredos comerciais entre estas empresas, mas garantimos a concessão das licenças americanas necessárias para a operação.” Este esclarecimento foi crucial para dissipar dúvidas sobre a viabilidade do acordo.
A aquisição das atividades nucleares da GE permitirá à EDF retomar o controle sobre a produção de turbinas nucleares, uma capacidade estratégica tanto para a produção doméstica quanto para exportações. “Esta transação vai permitir-nos retomar o controle da produção de turbinas e pode ser rentável porque produziremos para nós e para outros,” explicou o presidente.
A EDF planeja utilizar as turbinas Arabelle não apenas em suas próprias usinas nucleares, mas também oferecer essas soluções tecnologicamente avançadas a outros mercados, potencialmente expandindo sua influência e presença global no setor de energia nuclear.
Esta não é a primeira vez que o setor energético francês vê mudanças significativas. Em 2015, a General Electric adquiriu a divisão de energia da Alstom, outra gigante francesa, após um período de intensas discussões político-econômicas iniciadas em 2014. Na época, Emmanuel Macron era Ministro da Economia e desempenhou um papel crucial na conclusão dessa transação.
Com a aquisição das atividades nucleares da GE, a EDF está bem posicionada para liderar a próxima fase do programa nuclear francês. A França, que já é um dos maiores produtores de energia nuclear do mundo, busca reforçar ainda mais sua capacidade de produção e sua independência energética.
O relançamento do programa nuclear é visto como uma estratégia chave para enfrentar os desafios energéticos do futuro, incluindo a transição para fontes de energia mais limpas e a redução da dependência de combustíveis fósseis. Macron reiterou seu compromisso com essa visão, afirmando que a França continuará a investir pesadamente em tecnologias nucleares avançadas para garantir uma produção de energia segura, sustentável e economicamente viável.
A aquisição das operações nucleares da General Electric pela EDF marca um passo significativo na estratégia energética da França. Sob a liderança de Emmanuel Macron, o país está determinado a fortalecer sua posição como líder global em energia nuclear, garantindo ao mesmo tempo a sustentabilidade e a rentabilidade desta indústria crucial.
Com a EDF agora no controle das turbinas Arabelle, a França está bem equipada para enfrentar os desafios energéticos do futuro, reafirmando seu compromisso com a inovação e a independência energética.
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