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Nos últimos anos, a produção de petróleo e gás natural no Brasil tem experimentado um crescimento significativo, impulsionado principalmente pela atuação de empresas privadas nacionais e multinacionais. Essa expansão foi possibilitada pela ampliação da participação dessas companhias em ativos de alta produtividade, como os do pré-sal, adquiridos através da política de desinvestimentos da Petrobras ou via leilões promovidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Ao longo da última década, a produção de petróleo e gás natural por empresas fora do âmbito da Petrobras cresceu a uma taxa média de 14% ao ano, passando de 414,1 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em 2014 para 1,54 milhão de boe/d em 2023. Isso representou cerca de 35,6% da produção total brasileira nesse último ano.
O aumento da produção por empresas privadas se deve a três principais fatores. O primeiro é a participação de empresas multinacionais em consórcios com a Petrobras em campos de alta produtividade do pré-sal, como Tupi, Mero, Berbigão, Sapinhoá, Sururu, entre outros. A produção também é impulsionada pela aquisição de ativos produtivos privatizados pela Petrobras e pela participação das petroleiras em leilões promovidos pela ANP.
Embora o aumento da produção de petróleo seja bem-vindo em um cenário de crescimento econômico e demanda energética crescente, é importante ressaltar que a ampliação da participação das empresas privadas não garante automaticamente benefícios para o desenvolvimento nacional. O setor petrolífero é estratégico e seu crescimento deve estar alinhado às estratégias de desenvolvimento do país.
Com a realização frequente de leilões pela ANP e as mudanças regulatórias que flexibilizaram as regras do regime de partilha do pré-sal, espera-se que a produção de petróleo por empresas privadas continue a aumentar nos próximos anos. No entanto, é fundamental que haja um acompanhamento regulatório adequado para garantir que esse crescimento ocorra de forma sustentável e beneficie o país como um todo.
Apesar da crescente preocupação com as mudanças climáticas, a produção global de petróleo está prevista para aumentar nesta década, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). Especialistas projetam uma maior demanda por petróleo bruto nos próximos anos, antes que as energias renováveis ganhem predominância sobre os combustíveis fósseis.
A AIE estima que a produção mundial de petróleo aumentará em 5,8 milhões de barris por dia até 2028, com cerca de um quarto dessa oferta adicional vindo da América Latina. Países como Brasil, Guiana e Argentina são apontados como protagonistas desse novo cenário.
O Brasil desponta como líder na produção de petróleo na América Latina. Impulsionado pelas descobertas subaquáticas, o país se tornou o maior produtor da região em 2017, superando o México. A descoberta das jazidas do pré-sal revolucionou a indústria petrolífera brasileira, levando o país a aumentar sua produção para 2,2 milhões de barris por dia em 2022.
Tanto o Brasil quanto a Guiana se destacam pela eficiência e lucratividade na produção de petróleo bruto. Além disso, emitem uma quantidade menor de CO₂ por barril produzido em comparação com a média mundial. Isso pode tornar seu petróleo mais atrativo no mercado, à medida que os países buscam reduzir suas emissões de carbono.
Enquanto o Brasil e a Guiana se preparam para um período de expansão na produção de petróleo, outros países da região enfrentam desafios. Venezuela, México, Equador e Colômbia devem reduzir sua oferta de petróleo nos próximos anos, de acordo com a AIE.
O aumento da produção de petróleo na América Latina levanta questões sobre os impactos ambientais e a transição para fontes de energia mais limpas. Ainda assim, o petróleo continuará desempenhando um papel crucial na economia global enquanto a demanda por energia permanecer alta, antes que as energias renováveis assumam uma participação maior no mix energético mundial.
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