Rio de Janeiro - Sede da Petrobras (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
A participação de uma das maiores empresas do ramo do petróleo, a Petrobras no FBCF ficou abaixo do normal, com apenas 2,2% no primeiro trimestre desse ano. A menor taxa já registrada nos investimentos da Petrobras. Do mês de janeiro até o mês de março desse ano, os investimentos da Petrobras somaram mais de R$ 9 bilhões, sendo eles R$ 7,2 bilhões, 78% do total deles, concentrado na atividade de exploração e produção, e R$ 1,3 bilhão das refinarias.
O índice atual dos investimentos da Petrobras segue o mesmo desde o ano passado, quando a presença da empresa na FBCF do Brasil ficou só nos 2,8%, considerando a política de desinvestimento da empresa. No ano de 2015, se comparando o atual governo, durante o governo da Dilma, a Petrobras atingiu a marca dos 7,2% na FBCF. Empresa bateu recorde de 11,1% no ano de 2009.
Dos R$ 47,4 bilhões em investimentos da Petrobras só no ano passado, R$ 38,4 bilhões desses investimentos foram destinados à E&P, nos campos de pré-sal; e do montante, R$ 5 bilhões foram destinados às refinarias. “É o mais baixo montante investido em refino da história da empresa, que, com isso, observou as importações brasileiras de combustíveis aumentarem significativamente”, observa o economista Cloviomar Cararine, do Dieese/FUP.
O aumento da dependência do Brasil por parte das importações de derivados – As compras de diesel e óleo dos EUA, um dos maiores fornecedores mundiais, somou mais de 1mil³ no primeiro trimestre desse ano. Só no mês de março atingiu a marca dos 830,5 m³, sendo acima dos 679,8 m³ adquiridos, juntando o mês de janeiro e fevereiro desse ano, segundo dados da EIA.
Segundo as projeções da EIA, o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, faz observação das regiões Norte e Nordeste que apresentarão fortes déficits na produção de derivados nos próximos 10 anos. Para ele, a retomada do aumento da capacidade de refino da Petrobras é estratégica, para garantir desse modo o abastecimento do país. “Esse processo deve ser acompanhado pela exportação brasileira de derivados de petróleo e não de óleo cru”, afirma Deyvid.
A substituição do comando da companhia trouxe um pessimismo para as ações da empresa. O futuro da estatal é uma incógnita, depois da demissão de José Mauro Ferreira Coelho que causou uma queda para mais de 4% nas ações no mercado.
Mesmo sendo a segunda mudança de comando da empresa em menos de dois meses, os analistas creem que a Petrobras permaneça com a atual política de preços em um espaço curto de tempo, e tal desvalorização pode sinalizar uma oportunidade de compra para investidores.
“Em nossa opinião, as mudanças recorrentes para o cargo de CEO aumentam substancialmente a percepção de riscos para a tese de investimento da Petrobras, principalmente porque essas mudanças foram anunciadas após os ajustes nos preços dos combustíveis domésticos”, afirmam os analistas Regis Cardoso e Marcelo Gumiero no documento.
Um analista de investimentos da Warren, Fred Nobre, faz análise acerca da situação da Petrobras e diz que, o estresse não deve alterar os resultados que a empresa possa vir apresentar no segundo trimestre assim que revelar o balanço.
“Essa queda de hoje é mais uma reação pela troca de governante. Mas nesse primeiro momento, não há indícios de que tende a ser um movimento (de queda) prolongado”, avalia Nobre que mantém recomendação de compra para as ações da Petrobras.
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