Foto: Equatic
Na zona oeste de Singapura, um projeto inovador está em andamento, prometendo revolucionar a batalha contra a crise climática. Uma startup está erguendo uma fábrica que tem como objetivo transformar dióxido de carbono do ar e da água do mar em materiais semelhantes às conchas. Não apenas isso, o processo também irá gerar hidrogênio verde, um combustível limpo altamente valorizado.
A Equatic, originária da Universidade da Califórnia em Los Angeles, lidera essa iniciativa ambiciosa. A empresa visa construir a maior fábrica de remoção de dióxido de carbono dos oceanos, com previsão de conclusão até o final deste ano, na região de Tuas. O método empregado visa aproveitar reações químicas para capturar e armazenar o carbono sob a forma de minerais, contribuindo assim para mitigar os efeitos do aquecimento global.
A ideia por trás da fábrica é a seguinte: a central extrai água do oceano, fazendo-a passar por uma corrente elétrica e, em seguida, passando ar através dela. Esse processo produz uma série de reações químicas que resultam no aprisionamento e armazenamento do dióxido de carbono sob a forma de minerais.
Esses minerais podem ser devolvidos ao mar ou utilizados em terra. Este método oferece uma visão convincente de uma possível solução para a crise climática, que tem alimentado um calor sem precedentes e condições meteorológicas extremas devastadoras.
Apesar das promessas de solução, projetos de remoção de carbono enfrentam críticas. Alguns os veem como caros, não comprovados em escala e desviantes das políticas de redução de combustíveis fósseis. Além disso, ao envolver os oceanos, ecossistemas já sob pressão, surgem preocupações adicionais sobre possíveis impactos negativos.
Jean-Pierre Gatusso, um cientista dos oceanos da Universidade de Sorbonne, em França, destaca que há “grandes lacunas de conhecimento” no que diz respeito à geoengenharia dos oceanos em geral. A tecnologia da Equatic, embora promissora, ainda precisa ser cuidadosamente avaliada quanto a possíveis impactos ambientais e ecológicos.
A Equatic defende seu projeto, destacando a importância de medir e monitorar todos os aspectos do processo. Com um investimento inicial significativo, a empresa planeja lucrar vendendo créditos de carbono e hidrogênio verde, enquanto se compromete a cumprir diretrizes ambientais rigorosas.
A instalação de 20 milhões de dólares estará totalmente operacional no final do ano e será capaz de remover 3.650 toneladas métricas de dióxido de carbono por ano, uma quantidade equivalente a retirar da estrada cerca de 870 veículos de passageiros médios. A ambição é aumentar essa capacidade para 100.000 toneladas de CO₂ por ano até o final de 2026 e, a partir daí, alcançar milhões de toneladas nas próximas décadas.
Apesar das incertezas e críticas, a fábrica de remoção de carbono em Singapura representa um passo corajoso em direção a um futuro mais sustentável. Em meio à urgência da crise climática, a inovação e a colaboração são essenciais para enfrentar os desafios que se apresentam.
Nesta jornada para mitigar os impactos do aquecimento global, iniciativas como essa fornecem esperança e inspiração, lembrando-nos de que, com determinação e criatividade, podemos moldar um futuro mais promissor para o nosso planeta e para as gerações futuras. A Equatic está na vanguarda dessa transformação, demonstrando que é possível combinar progresso econômico com responsabilidade ambiental, pavimentando assim o caminho para um mundo mais verde e sustentável.
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