Foto: Divulgação
O mercado brasileiro de energia assiste agora a um dos maiores conflitos entre uma companhia e o Governo Federal dos últimos anos. Isso, pois a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está com um forte conflito com a companhia Karpowership. A empresa do ramo energético deveria ter iniciado a produção do recurso no projeto das quatro termelétricas flutuantes, mas atrasou o negócio e poderá pagar até R$ 3,7 bilhões em multa.
A crise energética que assolou o mercado brasileiro ao longo do ano de 2021 trouxe à tona diversos negócios entre o Governo Federal e empresas do setor, como o projeto da Karpowership no Rio de Janeiro.
A empresa foi contratada para fornecer energia produzida através de quatro termelétricas flutuantes que ficariam localizadas na região carioca, mas causou uma série de problemas ao longo do empreendimento.
O principal deles foi o atraso no início da produção, que foi cancelado pela Aneel após o descumprimento dos prazos, causando assim uma possível multa de até R$ 3,7 bilhões à empresa.
Isso, pois o leilão “simplificado” do governo previa que os quatro navios, que carregam usinas termelétricas sobre seus cascos, tinham de começar a entregar energia no dia 1º de maio, mas nada ocorreu.
Após isso, a Karpowership recebeu um acordo para continuar com o projeto e teve o prazo adicional de mais três meses entregue em suas mãos, mas não conseguiu finalizar o empreendimento e iniciar a produção de energia a tempo.
Dessa forma, os contratos foram cancelados pela Aneel, conforme informado à companhia nas diversas advertências sobre o negócio das térmicas flutuantes.
A agência então rejeitou as justificativas da companhia elétrica no mês de agosto e segue até então irredutível quanto à retomada do acordo para a produção do recurso no estado do Rio de Janeiro.
Após a Aneel não voltar atrás na decisão de cancelar o contrato com a Karpowership, a empresa criticou a postura da agência em comunicados oficiais.
“É medida extremamente precipitada e violadora do ordenamento jurídico brasileiro, que atenta contra o interesse público e pode ocasionar prejuízos graves e irreparáveis não só à KPS, mas potencialmente também à segurança de suprimento de potência do setor elétrico”, comentou a companhia elétrica quanto ao cenário atual do projeto das termelétricas flutuantes.
Além disso, a empresa alega ter investido mais de R$ 620 milhões para instalar suas embarcações na área da Baía de Sepetiba, custeadas inteiramente com recursos do grupo.
Outro ponto criticado pela companhia é que, além dos milhões de reais que foram investidos no projeto e serão jogados ao ar, ela ainda está sujeita a pagar uma multa de mais de R$ 3 bilhões.
Isso sem contar com as demais penalidades contratuais e editalícias, que, somadas, podem ultrapassar a marca de R$ 700 milhões, causando ainda mais prejuízos aos negócios da Karpowership no mercado brasileiro.
Por fim, a empresa diz que agora a estrutura está pronta para gerar energia e que se coloca à disposição para a retomada do contrato e o início da produção.
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