Julho de 2023 foi marcado por indicadores positivos no setor do comércio varejista. A constatação é da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira, 15/9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A PMC é aferida mensalmente desde 1995.
De acordo com o estudo, no sétimo mês deste ano, o comércio varejista nacional cresceu em 0,7% nas vendas em um comparativo com junho, sem a influência de fatores sazonais, após variação de 0,1% em junho de 2023. Desta forma, a média móvel trimestral obtida pelo varejo reverte uma tendência de descenso, com os -0,2% do período encerrado em junho.
Ainda conforme os registros da Pesquisa Mensal de Comércio, o comércio varejista subiu 2,4% em julho de 2023 em relação aos doze meses antes, em uma segunda alta consecutiva. No ano, a variação registrada no varejo acumula 1,5% de variação, se comparado ao mesmo período do ano anterior.
Numa análise regional, 14 das 27 unidades federativas registraram resultados positivos, com destaque para: Espírito Santo (3,3%), Paraíba (2,4%) e Rio Grande do Sul (2,1%). Em outras 11 UFs houve índice negativo, como no Acre (-2,1%), Alagoas (-1,6%) e Rio Grande do Sul (-1,3%). Em dois estados brasileiros, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, houve estabilidade.
Registros positivos e negativos
Segundo a PMC, o avanço de 0,7% no comércio varejista em julho de 2023 é justificável e marcado pelo equilíbrio dos setores que obtiveram taxas positivas e negativas. Destacam-se as altas em atividades como:
- Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (11,7%)
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,4%)
- Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,3%)
Por outro lado, observou-se uma retração significativa nas áreas comerciais de:
- Tecidos, vestuário e calçados (-2,7%)
- Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,6%)
- Móveis e eletrodomésticos (-0,9%)
Ao se avaliar o período dos últimos doze meses, a alta obtida de 2,4% se deve aos índices positivos em cinco de oito atividades pesquisadas:
- Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (6,9%)
- Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (6,5%)
- Móveis e eletrodomésticos (3,4%)
- Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,0%)
- Tecidos, vestuário e calçados (1,6%).
Já em outros três setores houve queda no comércio varejista no período de recorte. São eles:
- Livros, jornais, revistas e papelaria (-7,3%)
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,9%)
- Combustíveis e lubrificantes (-2,8%)
A pesquisa completa pode ser acessada nesse link.