A CDGN, uma das subsidiárias do grupo MDC, que é uma das maiores empresas de comercialização de gás natural comprimido, assinou um contrato com a empresa boliviana YPFB para fins de exportação, sendo mais de 4 milhões de m³/dia da Bolívia. O objetivo da CDGN é vender o insumo no mercado livre. O contrato entre a CDGN e a YPFB à cerca do gás natural comprimido foi comemorado na modalidade ininterruptível, que antecipa a reativação ou interrupção dos envios diante da disponibilidade da molécula por parte daquele que supre. Tal modalidade contratual atende principalmente clientes com flexibilidade de demanda.
Contrato da CDGN com a YPFB vai até 2023
O acordo entre a CDGN com a YPFB vai perdurar até 2023. A CDGN fornecerá com prioridade, clientes das regiões sul, sudeste e centro-oeste, atendidos pelo Gasoduto Bolívia-Brasil, que conta com uma capacidade de 30 milhões de m³/dia e opera ociosamente.
Em nota, a empresa a MDC informa que, o contrato com a YPFB ““amplia sua atuação no mercado de gás, acrescentando um novo modal de comercialização à sua operação”.
A CDGN possui atualmente, uma capacidade instalada de mais de 350 mil m³/dia no transporte de gás natural comprimido, e possui a autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e biocombustíveis para atuar como comercializador.
A perspectiva da MDC sobre o mercado de gás no Brasil
Em uma entrevista, a presidente da MDC, Manuela Kayath, fala sobre as perspectivas para o mercado de gás no Brasil, e detalha os projetos da empresa, que inclui também o gás natural comprimido, biogás/biometano e cogeração de energia.
“Temos longa experiência na comercialização de gás, incluindo tratamento, compressão, descompressão, distribuição e logística. Portanto, nada mais natural do que avançar mais um passo nessa cadeia, considerando a possibilidade de compra e venda de gás utilizando a estrutura de terceiros, de acordo com as regras de abertura do setor de gás no Brasil”, Disse Kayath.
No mês de maio, a YPFB fez um anúncio de redução de 20% do fornecimento à estatal Petrobras, o que impactou o planejamento operacional, aumentou as entregas para a Argentina.
“O combustível boliviano sempre teve grande importância na matriz brasileira. Antes, essa [importação] era feita apenas pela Petrobras. Também vejo essa possibilidade de a YPFB entregar a outros players como um passo natural, dadas as possibilidades abertas pela nova lei do gás”.
“Paralelamente, haverá outras fontes de fornecimento de gás, inclusive de produtores locais onshore e offshore. O novo mercado está começando agora. As transportadoras de gás estão trabalhando nas regras e especificações dos contratos e se preparando para atender a essa nova configuração, semelhantemente ao que foi feito no mercado de energia elétrica, com a expansão do mercado livre. O mercado de gás ainda está longe disso, pois há um desafio regulatório, devido à coexistência de legislação nacional e estadual”, Completou Kayath, presidente da MDC.
Aplicação do Gás Natural Comprimido
O gás natural comprimido é armazenado sob uma pressão de 250 bar, transportado e distribuído para regiões onde não se tem atendimento por parte dos gasodutos convencionais, sendo transportadas por carretas especiais, o Gasoduto Móvel, e cestas de cilindros desenvolvidas especialmente para as demandas de indústrias, postos e plantas de processamento.
O gás natural comprimido tem a melhor relação de custo por energia fornecida, e também prolonga a vida útil dos equipamentos e reduz também os gastos com manutenção.
Além da facilidade em regular durante processo operacional, tem mais segurança, devido ao menor risco de vazamento, menor custo de manutenção e limpeza reduzida do sistema de combustão.