Foto: Canva/IA
No frio rigoroso dos Estados Unidos, carros elétricos enfrentaram desafios significativos durante uma frente fria no oeste, ocorrida em janeiro. Temperaturas negativas afetaram o desempenho das baterias de íons de lítio, levando a atrasos no carregamento e um aumento no tempo necessário para carregar esses veículos. Surge a pergunta: e no calor do Brasil, como os carros elétricos lidam?
As baterias de íons de lítio, comuns em carros elétricos, são sensíveis à temperatura. O frio extremo nos EUA destacou a importância de manter uma temperatura adequada para o funcionamento eficiente dessas baterias. Curiosamente, o calor excessivo também pode representar um desafio, pois uma temperatura amena é necessária para a reação elétrica eficaz no processo de carga e descarga da bateria.
Atualmente, muitos carros elétricos são equipados com tecnologias de controle térmico, capazes de aquecer ou resfriar as baterias conforme necessário. Carlos Roma, Diretor do Grupo de Infraestrutura e membro do Conselho Diretor da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), destaca a importância da média da temperatura para a durabilidade das baterias de íons de lítio.
De acordo com Carlos Roma, “existem diferentes recomendações de diferentes fabricantes de baterias de íons de lítio, mas o consenso é que a média de temperatura em que a bateria ‘gosta’ de operar é a temperatura que é agradável para o corpo humano, ou seja, 23 ºC”.
Recomendações para usuários incluem ligar o carro alguns minutos antes de sair, principalmente em dias frios, para aquecer o interior do veículo. Em contrapartida, em dias quentes, a Tesla sugere ligar o carro à tomada e utilizar o sistema de climatização para resfriar tanto a cabine quanto a bateria. Estacionar na sombra também é aconselhável, reduzindo a demanda sobre o sistema de ar condicionado e evitando o superaquecimento.
“Quanto ao veículo elétrico, não é para acontecer [um caso de perda total da carga]. Assim como ficar sem combustível no tanque é algo raro de acontecer. Se ocorrer, é porque o veículo elétrico foi deixado em temperatura extrema, alta ou baixa, com zero de energia na bateria, e dessa forma o sistema não tem como fazer o pré-condicionamento de colocar a bateria na temperatura ideal para dar a partida, porque não há nenhuma energia para isso”, complementou.
Altas temperaturas não apenas aumentam o consumo de energia para resfriamento, mas também aceleram a deterioração da bateria, afetando a autonomia do carro. Esse desgaste ocorre devido à agitação química nas células da bateria, destacando a necessidade de cuidados especiais em climas extremos.
Segundo Roma, “se aqui no Brasil o carro elétrico operar numa região onde a temperatura chegue a 50 ºC, a bateria estará 27 ºC acima do seu ponto médio ideal, ao passo que se ela operar em países onde a temperatura no inverno chega facilmente a -10 ºC e, em muitas regiões, a -50 ºC, a bateria estará fora do seu ideal em 33ºC e 73 ºC respectivamente”.
Embora a perda total de carga seja rara, ela pode ocorrer em situações extremas, quando o veículo elétrico é deixado em temperaturas extremas, alta ou baixa, sem energia na bateria para realizar o pré-condicionamento necessário. Em um mundo onde carros elétricos se tornam cada vez mais presentes, entender e enfrentar os desafios relacionados às condições climáticas é crucial para maximizar a eficiência e a durabilidade desses veículos. O futuro da mobilidade elétrica no Brasil demanda atenção às particularidades do nosso clima tropical.
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