O Brasil encerrará o ano de 2022 com uma ótima notícia para o setor energético: atingimos a marca de 16 gigawatts (GW) de capacidade em geração própria de energia elétrica, ou seja, a Geração Distribuída (GD). O país conseguiu ultrapassar cerca de 1,5 milhão de usinas de microgeração e minigeração distribuídas, de acordo com os dados fornecidos pela Associação Brasileira de Geração Distribuída, a ABGD.
Além da alta geração distribuída de energia solar, o resultado das análises da ABGD conta com as fontes complementares, sendo elas: energia eólica, biogás, biomassa, a movida a potencial hidráulico e a também a cogeração a gás natural.
Dados da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) mostram novo atingimento de marca em GW no setor de energia elétrica do país
Dados da associação também revelaram que há possibilidades de que o Brasil alcance a marca de 2 milhões de unidades consumidoras (UC’s), nos próximos dias, que fazem uso da geração distribuída.
Cada unidade consumidora representa uma residência, um estabelecimento comercial ou outro tipo de imóvel abastecido por fontes de energia renováveis.
Energia solar ganha destaque no pódio da matriz energética do país
Ainda de acordo com os dados fornecidos pela Associação Brasileira de Geração Distribuída, a geração própria de energia foi primordial para que a fonte de energia solar ocupe atualmente a 3ª posição no pódio da matriz elétrica nacional.
Ao todo, 2/3 da potência da fonte de energia solar é oriunda da geração distribuída, ou seja, por meio de placas solares em telhados ou por meio de projetos de minigeração de energia solar.
A geração distribuída gera benefícios nos custos e para o meio ambiente
Estima-se que a Geração Distribuída possa crescer mais 0,5 gigawatts (GW) de capacidade no setor de energia solar até o final de dezembro de 2022, colocando-a no 2º lugar do pódio da matriz elétrica do país.
A Geração Distribuída, no decorrer de 2022, acabou se tornou uma excelente alternativa aos consumidores, pela garantia de previsibilidade, além de baixar os custos com energia elétrica convencional.
Outros dois pontos positivos são a contribuição com o processo de transição energética do país e o aumento da sustentabilidade, por ser uma fonte renovável, logo, menos agressiva ao meio ambiente.
Redução nos custos de transmissão e distribuição de energia
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Geração Distribuída, Guilherme Chrispim, “A GD se consolidou ao longo de 2022 como a modalidade de energia que mais cresce no Brasil. A geração distribuída deve terminar o ano com praticamente o dobro da capacidade que tinha em janeiro”.
A associação também destacou que, em relação ao sistema de energia elétrica do Brasil, a geração própria contribui de forma considerável na redução de custos de transmissão e distribuição, além de contribuir para a segurança de todo o sistema de energia elétrica, bem como com o sistema de energias de fontes renováveis.
Saiba mais sobre o sistema de energia elétrica nacional
Segundo a Energy Future, “a energia elétrica é a principal fonte de luz, calor e força do mundo contemporâneo”. Conforme dados do IBGE, cerca de 99,7% da população brasileira faz uso dessa fonte de energia, considerada a mais comum.
A fonte de geração principal no país são as hidrelétricas (água corrente dos rios), sendo elas responsáveis por pelo menos 66,6% da capacidade instalada em operação atualmente. Em segundo lugar estão as termelétricas (gás natural, carvão mineral, combustíveis fósseis, biomassa e nuclear) com 25,2% e as demais fontes vem de usinas eólicas (dos ventos), com 7,6% e de fontes de energia solar, com 0,5%.
De acordo com dados da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), o Brasil conseguiu o 8º lugar no ranking mundial de capacidade instalada, crescendo 14% no ano de 2018.