Foto: Secom Maceió
O Nordeste brasileiro está prestes a entrar em uma nova era de crescimento e desenvolvimento, com uma série de investimentos públicos e privados programados para a próxima década, a região está posicionada para ser o centro do crescimento econômico no país entre 2025 e 2033. Segundo previsões da Tendências Consultoria, este crescimento não será apenas veloz, mas também motor de geração de empregos e avanço social.
Os investimentos projetados prometem não apenas estimular a economia local, mas também gerar uma quantidade significativa de empregos, contribuindo para a redução das taxas de desemprego e melhorando a qualidade de vida da população. O Nordeste, que já experimentou um crescimento acima da média nacional em períodos anteriores, está prestes a retomar esse ritmo, embora ainda tenha que lidar com as desigualdades persistentes em relação a outras regiões do país.
O setor de petróleo e gás é um dos grandes beneficiados, com destaque para o investimento da Petrobras de cerca de US$ 8 bilhões na Refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca (PE). A expansão planejada aumentará significativamente a capacidade de refino do país, contribuindo para a autonomia energética nacional.
Paralelamente, o grupo automotivo Stellantis planeja injetar aproximadamente US$ 1,5 bilhão em Goiana (PE), visando a ampliação do parque de fornecedores. No Ceará, a Noxis Energy está se preparando para implantar uma refinaria no Complexo do Pecém, com investimentos estimados em US$ 830 milhões.
O Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) surge como um vetor crucial para impulsionar o crescimento na região, com quase R$ 700 bilhões destinados ao Nordeste. O foco está em infraestrutura, setor essencial para desatar nós logísticos e fomentar um ambiente propício para negócios e investimentos. Embora haja uma grande expectativa em torno dos projetos, a realização efetiva deles será determinante para a transformação econômica da região.
O panorama para o Nordeste é promissor, mas não está isento de desafios. A infraestrutura viária, por exemplo, é um dos gargalos que precisa ser superado, com projetos como o Arco Metropolitano e a duplicação de trechos da BR-104 em Pernambuco sendo cruciais para tal. Além disso, programas sociais, como o Bolsa Família com valores mais elevados, têm potencial para movimentar setores como o de alimentos e bebidas, gerando emprego e renda.
Apesar das projeções otimistas, existem riscos que podem impactar a concretização dos investimentos e do crescimento esperado. A situação fiscal delicada do país e as limitações em desembolsos públicos, juntamente com fatores como juros altos, inflação elevada e incertezas globais, podem restringir tanto os investimentos públicos quanto os privados.
Outro protagonista no cenário de desenvolvimento nordestino é o setor de energia limpa. A região vem se destacando como líder nacional na produção de energias renováveis, principalmente eólica e solar. Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o Nordeste é responsável por uma impressionante marca de 82,3% de toda a energia solar e eólica gerada no país. Esta capacidade instalada, que atinge quase 30 gigawatts (GW), corresponde a mais de 15% da totalidade da produção de energia elétrica do Brasil.
A região também está no centro das atenções quando se trata de projetos em andamento. Com 78% dos projetos de energia limpa em fase de construção localizados no Nordeste, a capacidade produtiva da região tem potencial para aumentar em mais 10 GW. Este crescimento sinaliza a importância da região no mapa energético do país e a velocidade da transição para fontes mais sustentáveis de energia.
Fátima Bezerra, governadora do Rio Grande do Norte, destaca o papel primordial do estado na mudança da matriz energética brasileira. Com uma posição privilegiada em termos de recursos naturais, especialmente os eólicos, o RN já realizou sua transição energética, com 95% de seu consumo proveniente de fontes limpas. A governadora expressa seu orgulho em comandar um estado que não apenas lidera a produção de energia eólica no Brasil, mas também contribui ativamente para um futuro mais verde e sustentável.
No entanto, apesar dos avanços, especialistas alertam para a necessidade de o Nordeste ir além da simples geração de energia. José Aldemir Freire, diretor de planejamento do Banco do Nordeste, salienta que a região não deve se limitar a ser uma exportadora de energia barata. O verdadeiro potencial está em aproveitar esta energia para fomentar a produção local de bens industriais e de consumo com alto valor agregado. A exportação de recursos, como o hidrogênio verde, também deve ser feita com estratégia, evitando que o Brasil compre produtos industrializados a preços mais altos.
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