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Programa Fragatas Classe Tamandaré marca futuro da tecnologia naval brasileira

As embarcações estão destinadas a proteger as Águas Jurisdicionais Brasileiras, fortalecendo a indústria local e a construção naval no país.

by Andriely Medeiros
As embarcações estão destinadas a proteger as Águas Jurisdicionais Brasileiras, fortalecendo a indústria local e a construção naval no país.

Em um marco significativo para o Programa Fragatas Classe Tamandaré, a construção da Fragata Tamandaré (F200) está em pleno andamento no Thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul, marcando um avanço tecnológico na indústria naval brasileira. A abordagem de construção modular e parcerias com fornecedores locais são destacadas como fatores-chave para o sucesso do programa, que não apenas visa à modernização da Marinha do Brasil, mas à geração de empregos e ao desenvolvimento tecnológico nacional.

Indústria Naval: Inovação tecnológica impulsiona o projeto de Fragatas na Águas Azuis

O Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT) está revolucionando a construção naval no Brasil, enquanto a aliança entre a thyssenkrupp Marine Systems, Embraer Defesa & Segurança e Atech, conhecida como Águas Azuis, atinge marcos significativos. Com foco na tecnologia naval de ponta, a primeira fragata da Classe Tamandaré, denominada Fragata Tamandaré (F200), está tomando forma a todo vapor no Thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí (SC).

O PFCT não é apenas um projeto naval, mas um compromisso com a modernidade e a inovação tecnológica. Uma das etapas mais cruciais desse processo é a instalação dos motores principais, dos geradores, das caixas redutoras e dos eixos intermediários do sistema de propulsão a bordo. Além disso, quatro blocos estão sendo edificados, dois deles abrigando a praça de máquinas e os outros dois destinados à geração de energia da embarcação.

Fernando Queiroz, CEO da Águas Azuis, destaca que a instalação desses equipamentos, juntamente com a conclusão da soldagem do casco, está programada para o primeiro trimestre de 2024. Isso sinaliza um marco no horizonte, com a previsão de lançamento da primeira fragata Classe Tamandaré em meados do mesmo ano. A Thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul adotou uma metodologia de construção inovadora. A produção das Fragatas Classe Tamandaré é feita em blocos, que são posteriormente montados.

Dessa forma, essa abordagem permite a instalação antecipada de acessórios e fundações, simplificando o processo de colocação de equipamentos a bordo. Além disso, ela possibilita que múltiplos estágios de construção ocorram de forma segregada, aumentando a eficiência e a velocidade do projeto. A construção modular também desempenha um papel fundamental na transferência de tecnologia e know-how, enquanto contribui para a redução dos custos de manutenção e modernização ao longo do ciclo de vida da embarcação.

Programa Fragatas Classe Tamandaré: Estaleiro brasileiro acelera a construção da marinha do futuro

O PFCT é um projeto naval de alta complexidade tecnológica conduzido pela Marinha do Brasil desde 2017. A execução é responsabilidade da Águas Azuis, sob a gestão da Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON). Esse projeto visa à construção de quatro navios de defesa de alta tecnologia em solo brasileiro. As embarcações estão destinadas a proteger as Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB), enquanto impulsionam a transferência de tecnologia e licença perpétua, fortalecendo a indústria local e a construção naval no país.

Além disso, o Programa deve gerar cerca de 2 mil empregos diretos e 6 mil indiretos, contribuindo significativamente para a economia brasileira. Mais de 800 colaboradores já foram contratados para trabalhar no estaleiro da Thyssenkrupp em Itajaí, um reflexo do impacto positivo do PFCT na criação de empregos.

O sucesso do Programa Fragatas Classe Tamandaré é resultado de parcerias com diversos fornecedores locais. Empresas brasileiras como Netzsch (bombas), Altona (fundidos), Cozil (cozinha), Ciltech (vasos de pressão), Blastsul (tratamento de chapas grossas e finas), Usiminas (fornecimento de chapas grossas), Sauer do Brasil (compressor de partida), WEG (geradores), Jotun (tintas) e Altona (escadas da embarcação) desempenham um papel vital no sucesso do projeto.

Essas parcerias demonstram a importância do PFCT na promoção da indústria nacional, apoiando o crescimento da economia e gerando oportunidades de negócios para empresas locais.

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